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Presidente do PT confia no confronto para reeleger Lula: ‘Não há como Flávio Bolsonaro fugir desse debate’

Edinho silva divulgacao

Reprodução

O caminho para a vitória de Lula no segundo turno passa pelo confronto direto com Flávio Bolsonaro e pela discussão sobre quem tem condições de realizar as mudanças que o Brasil precisa. Essa foi a mensagem do presidente nacional do PT, Edinho Silva, em entrevista à GloboNews nesta segunda-feira, 5. Para ele, a nova etapa da eleição permitirá colocar frente a frente um presidente que transformou a vida dos brasileiros e um adversário que terá de responder pelo que representa e pelo que oferece ao país.

“É confronto direto. Não há como Flávio Bolsonaro fugir desse debate, não há como ele se ausentar. Nós queremos o debate franco, o confronto desses dois projetos para que o povo brasileiro possa fazer a sua escolha. Estamos extremamente confiantes nesse embate”, afirmou. Edinho ressaltou que Lula reúne experiência, autoridade e força política para conduzir uma agenda de mudanças para o futuro do Brasil.

De acordo com o presidente do PT, os ajustes estão sendo realizados para se adaptar à realidade do segundo turno. “São esses dois confrontos que vão existir. Nós estamos alinhando a campanha exatamente para que isso aconteça e o povo brasileiro possa fazer a sua escolha”, disse.

Na avaliação do dirigente, a disputa precisa tratar de questões concretas: fortalecer a renda das famílias, ampliar oportunidades para a juventude, reestruturar a segurança pública e transformar as riquezas nacionais em desenvolvimento. A defesa dos minerais críticos como fonte de empregos e autonomia tecnológica é uma das frentes dessa discussão.

Segundo Edinho, o que estará em disputa, sustentou, é a capacidade de cada candidato de responder às necessidades da população. Nesse confronto, as transformações promovidas por Lula são a demonstração de que o presidente pode avançar ainda mais.

“Essa liderança que teve essa coragem para fazer tantas mudanças no Brasil tem autoridade hoje para defender que o Brasil continue mudando para melhor. E o segundo turno vai propiciar isso”, declarou.

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Lula quer o debate e o confronto de propostas

Edinho confirmou que Lula participará dos debates no segundo turno e pretende comparecer ao maior número possível de encontros. A definição dependerá dos convites e das condições de agenda, mas, segundo ele, a disposição do presidente é enfrentar diretamente o adversário.

“O presidente Lula irá aos debates, sim, e ele quer muito, ele quer muito fazer esse confronto”, declarou.

O dirigente explicou que as ponderações de Lula sobre os debates do primeiro turno estavam relacionadas ao formato, com vários participantes e longos intervalos entre as oportunidades de intervenção. Na avaliação do presidente, essa dinâmica dificultava o confronto entre os dois principais projetos em disputa.

Com apenas dois candidatos, Edinho considera que haverá espaço para esclarecer as diferenças e cobrar respostas de Flávio sobre o futuro do país.

“Nós temos total segurança que esse confronto vai mostrar ao povo brasileiro a diferença de projetos”, afirmou.

Para Edinho, o segundo turno exige uma nova forma de conversar com os eleitores e a prioridade é ajustar a orientação da campanha.

“Agora é mudar a forma de dialogar com o povo brasileiro, porque é outra campanha, segundo turno é outra campanha, é outra forma de diálogo, é outra forma de apresentação de projeto”.

O presidente do PT também destacou a necessidade de procurar os brasileiros que não compareceram às urnas e de retomar o diálogo em regiões onde o partido tradicionalmente obteve bons resultados. Segundo ele, é preciso conversar com quem já reconheceu, em outras eleições, a importância do projeto representado por Lula.

Mudanças para melhorar a vida do povo

O presidente do PT reconheceu que o país ainda enfrenta problemas e que os resultados do governo precisam ser acompanhados de novos avanços. Para ele, reconhecer o que falta fazer fortalece o compromisso de Lula com as mudanças exigidas pela sociedade.

“Nós sabemos que o Brasil tem problemas, nós sabemos que o governo presidente Lula, por mais que tenha feito, nós ainda precisamos fazer muito mais. Nós precisamos continuar fortalecendo a renda das famílias”, afirmou.

Entre as transformações necessárias, Edinho destacou reformas no sistema político e no Judiciário, que, segundo sua avaliação, estão distantes das necessidades do povo brasileiro. Ele argumentou que Lula tem credibilidade para encabeçar essa agenda porque já enfrentou resistências da elite política para ampliar direitos e promover inclusão social.

O dirigente lembrou as oportunidades abertas para que filhos de empregadas domésticas e de pedreiros chegassem à universidade. Essas conquistas, ressaltou, permitiram que famílias historicamente excluídas pudessem sonhar com um futuro diferente.

“O presidente Lula todo mundo conhece, sabe quem é ele, sabe o que ele já fez pelo Brasil, sabe as mudanças que ele provocou e sabe que ele tem condições de continuar fazendo mudanças importantes no Brasil, porque ele já fez”, disse.

A soberania também foi apresentada como uma diferença central entre as candidaturas. Edinho criticou a relação de Flávio com o governo de Donald Trump e acusou o senador de se dispor a entregar riquezas naturais brasileiras aos Estados Unidos. Em contraposição, apontou o uso dos minerais críticos para modernizar a indústria nacional, desenvolver tecnologia e gerar empregos de qualidade para os jovens.

“Os metais críticos são tão importantes pro desenvolvimento de um país como foi o petróleo no século 20”, afirmou.

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