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A guerra contra o Brasil, por Charles Gentil

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Reprodução IA

Da mesma forma que há lobo em pele de cordeiro. Há também traidores da pátria disfarçados de patriotas.

Os bolsonaristas são assim: dissimulados. E mais. Vestem o verde-amarelo, mas o fazem por mero ardil, para ocultar sua submissão e covardia extrema, para disfarçar seu antipatriotismo crônico, para encobrir, enfim, sua sujeição voluntária ao imperialismo norte-americano.

Hipócritas, de fato, são os bolsonaristas, porque escondem sua obediência conivente ao projeto de poder de uma superpotência estrangeira, declarando, mentirosamente, que sua subordinação é triunfo nacionalista.

Na verdade, os bolsonaristas intitulam de patriotismo a ideia que acatam de que o Brasil deve ser dependente e servir aos interesses econômicos estadunidense.

Isso deve ser designado corretamente.
Isso chama-se: traição. Os bolsonaristas são, por isso, por consequência, capachos dos Estados Unidos, logo, traidores da pátria.

E não é de hoje que essa súcia de gangsters antipatriótas se organiza para fazer guerra contra o Brasil.

Durante a pandemia da Covid-19, 700 mil cidadãos tombaram diante da omissão, descaso e negligência de Jair Bolsonaro, no tocante à falta de disponibilização da cobertura vacinal.

A guerra contra o Brasil, levada a cabo pelos bolsonaristas, se fez com os inúmeros ataques verbais ao Supremo Tribunal Federal, ainda sob o comando de Jair Bolsonaro.

Não foi só. O então presidente Jair Bolsonaro, hoje, um criminoso devidamente condenado, também buscou, em nome de uma guerra contra o Brasil, gerar instabilidade institucional ao atritar entre si: o Executivo, o Judiciário e o Legislativo, visando, com isso, romper o sistema de pesos e contrapesos da ordem democrática responsável, aliás, pela harmonia entre os Três Poderes.

A guerra contra o Brasil também foi planejada e praticada pela incitação permanente à violência, inclusive, com o alarmismo de que seria necessário a população armar-se para se proteger de criminosos.

Nesse sentido, criminosos e adversários políticos, no auge da manipulação, perigosamente, eram fundidos no imaginário delirante de fanáticos adestrados, o que, por sua vez, dividiu o Brasil, e por pouco, não mergulhou o país no caos apocalíptico de uma guerra civil.

Por fim, como a derradeira tentação para se perpetuar no poder, Jair Bolsonaro e a organização criminosa armada que encabeçou, tentaram o golpe de Estado, articulando o assassinato da democracia e de suas autoridades legítimas e constituídas.

O ponto culminante da traição bolsonarista ao Brasil foi o dia 8 de janeiro.

Naquele dia, os promotores da desordem autoritária, deliberadamente arquitetada, buscaram implantar o caos por meio do vandalismo destrutivo que depredou a sede dos Três Poderes.

O plano dos golpistas era que, com o intuito de controlar a barbárie verde-amarela, o recém-empossado presidente Lula seria induzido a requisitar a intervenção militar por meio da GLO (Garantia de Lei e Ordem), o que levaria os militares a assumir o controle do governo civil, abrindo assim a possibilidade de que a GLO fosse, como planejado, usada pelos militares para consolidar o golpe de Estado que já estava em curso, conforme farta prova documental constante nos autos.

No entanto, mesmo após os julgamentos e condenações pela tentativa de golpe de Estado, os bolsonaristas continuaram sua saga de guerra contra o Brasil.

Primeiro, buscaram questionar as penas impostas aos criminosos do 8 de janeiro, sob a alegação de serem excessivas (como se uma pena exarada pelo crime hediondo de tentar assassinar a democracia fosse descabida).

Segundo, buscaram exigir anistia pelos delitos praticados na suposição de não ser democrático, nem razoável, a democracia proteger-se de criminosos recusando-lhes o perdão.

E mesmo julgados
E mesmo condenados
E mesmo detidos.
E mesmo assim, os bolsonaristas continuam sua guerra contra o Brasil.

Dos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro, declarando guerra ao Brasil, tramou o apoio ao tarifaço de Trump, como forma de sabotar a economia do país, uma vez que, a Suprema Corte brasileira, não consentiu intervenções estrangeiras em suas decisões soberanas.

Por outro lado, Flávio Bolsonaro continuou a guerra contra o Brasil, tanto ao participar da Marcha da Vergonha de Nikolas Ferreira, quanto de suposto ato religioso em oração pela saúde de Jair Bolsonaro, e que ficou marcado pela tentativa do condenado de romper a tornozeleira eletrônica.

Porém, os bolsonaristas continuam a todo vapor com suas atividades antipatrióticas, antidemocráticas e autoritárias.

Recentemente, bolsonaristas fizeram circular nas redes sociais um vídeo intitulado “O sonho do patriota Brasileiro”, no qual, de um centro de controle nos Estados Unidos, celebra-se ao final, com Trump, comemorando sorridente, o sucesso da “Operação Vitória” que, por meio de um ataque aéreo armado do imperialismo norte-americano, destrói Brasília, o centro político do país.

O vídeo criado com inteligência artificial ( e reproduzido no final desse artigo) exibe uma guerra simulada contra o Brasil endossada por bolsonaristas que, embora dizendo-se patriotas, aprovam a simulação de agressão armada contra o território nacional soberano executada por uma superpotência estrangeira (isso é traição nacional travestida de patriotismo!!!).

O vídeo inicia com o apoio à “Operação Vitória”, informando que após a Venezuela e o Irã, trata-se da hora de eliminar a ditadura de Lula.

Aqui estão cinco aspectos a serem considerados:

1º A tecnologia (IA) e similares devem ser controladas para não influenciarem negativamente o processo democrático de escolha dos mandatários do Brasil.

2ºAntipatriotismo: ao consentir que um país estrangeiro possa atacar o Brasil.

3ºDesinformação: ao afirmar que Lula é um ditador, quando, na verdade, ele se tornou Chefe de Estado pela terceira vez, por decisão soberana do voto popular.

4º Negacionismo: no que concerne às instituições democráticas que constituíram o presidente Lula, vencedor no escrutínio eletrônico, como autoridade legítima.

5º a suposição autoritária de que, ao destituir presidentes eleitos em seus países, os Estados Unidos atuam, apesar disso, democraticamente.

O vídeo, ao som de música triunfante enaltece o bombardeio de comunidades (favelas), além de prestigiar a captura, por soldados norte-mericanos, de autoridades constituídas como o presidente Lula (rendido de joelhos) e ministros do Judiciário como, por exemplo, Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

Com isso, fica mais uma vez evidenciado, que os bolsonaristas continuam sua campanha de guerra contra o Brasil, num misto de aversão à democracia, às instituições democráticas (Judiciário), às autoridades eleitas pelo voto popular e às pessoas carentes são adicionando-se a isso, o componente autoritário, antipatriótico e de submissão voluntária aos interesses econômicos do imperialismo norte-americano.

No conjunto, configurando, portanto, conduta criminosa de traição à pátria, a criação do referido vídeo, como bem observou Lindbergh Farias, e, por isso, se requer investigação e responsabilização não só pela gravidade do acinte, mas também por constituir-se crime de lesa-pátria, subscrever eventual ataque a um.país como o Brasil, pacífico e soberano.

Charles Gentil
Secretário de Finanças,PED 2025
Ex-presidente do Diretório Zonal PT do Centro,PED 2019

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