Pela vida, pelo saber, pela laicidade do Estado e contra o avanço autoritário que ameaça nossas escolas
O Setorial Municipal de Educação do PT-SP expressa profunda indignação diante da operação policial realizada na EMEI Antônio Bento, em 12 de novembro. A presença de policiais militares fortemente armados em uma escola de educação infantil, em reação a uma atividade pedagógica sobre cultura afro-brasileira, representa um ataque direto ao ambiente escolar, à liberdade de ensinar e ao cumprimento das Leis 10.639/03 e 11.645/08.
Esse episódio revela um padrão preocupante das gestões de Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas, que têm permitido a expansão de práticas autoritárias na relação entre segurança pública e educação. A ação, motivada por intolerância religiosa e racismo, fere a laicidade do Estado e demonstra como decisões políticas equivocadas criam condições para que preconceitos individuais se transformem em ações de repressão dentro das escolas.
A intervenção armada contra( PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO) professoras e crianças pequenas é incompatível com qualquer concepção de educação democrática. Tratar um trabalho pedagógico como suspeito, criminalizável ou passível de coerção policial revela a tentativa de enquadrar a escola pública em uma lógica de medo, censura e controle ideológico. Os responsáveis por essa política devem ser cobrados e responsabilizados.
Diante desse cenário, o Setorial Municipal de Educação do PT-SP exige apuração rigorosa, responsabilização das autoridades envolvidas, interrupção imediata de práticas policiais em contextos escolares e a garantia plena da implementação das leis que asseguram o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena. Defender a escola pública é defender a democracia, a diversidade e o direito das crianças a um ensino livre de violência.
Maria Filomena de Freitas Silva
Coordenadora do
Setorial Municipal de Educação do PT de São Paulo.



