SERVIDORES REJEITAM PROPOSTA DO GOVERNO E A LUTA CONTINUA

Elineudo Meira

Servidores e servidoras de todas as categorias estiveram presentes em frente à Prefeitura, na manhã desta terça-feira (28).

Como não houve unidade com as entidades da Coeduc, os presentes seguiram em caminhada até a Câmara Municipal para a realização da assembleia.

As entidades estiveram reunidas com as Secretarias de Gestão e de Educação no período da manhã e levaram aos manifestantes as propostas do governo, que foram as seguintes:

Reajuste salarial: Concessão da inflação do IPC dos meses de março e abril, no valor de 3,51%, parcelado em duas vezes: 2% a partir de maio (com retroativo a 1º de maio, caso a votação demore) e 1,51% em maio de 2027.

VA e VR: Aplicação do mesmo índice de 3,51%, também parcelado: 2% a partir de maio e 1,51% em maio de 2027.

Reajuste para a Educação: Reajuste de 5,4% para a Categoria 1 (trabalhadores em início de carreira). Para os demais níveis acima do piso, o índice é de 3,51%.

Compromissos sem prazos: O governo assumiu o compromisso — mas sem promessas de datas efetivas — sobre a possibilidade de discussão do reajuste de VA e VR ainda este ano. Informou que há um estudo em curso para apresentar um calendário de concurso, porém nada concreto foi apresentado. Por fim, afirmou que, após a conclusão dos debates da campanha salarial, abrirá discussão sobre as tabelas remuneratórias das carreiras.

Descongela: Segundo o governo, o custo este ano será de R$ 324 milhões, mas não há data nem comprometimento para o envio do projeto de pagamento à Câmara, nem para o “descongela” dos anos anteriores a janeiro.

A Decisão
Após a apresentação da proposta, servidores e servidoras entraram em regime de votação e, por ampla maioria, rejeitaram a proposta do governo. Em seguida, votaram pela continuidade da mobilização, sendo aprovada uma nova paralisação para o dia 05 de maio, com indicativo de greve.

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