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‘Para o trabalhador, a proteção; para o bandido, a prisão’, diz Lula

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Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quarta-feira, 7, que seu lema de agora em diante será: “Para o trabalhador, a proteção; para o bandido, a prisão”. O presidente se reuniu com parlamentares eleitos e reeleitos do PT e de partidos aliados. Ao final do encontro, falou sobre a importância do campo progressista reforçar os apelos pelo fim da escala 6×1 e pela PEC da Segurança Pública. Ambos os temas estão em discussão no Senado.

Sobre a 6×1, Lula afirmou: “Nós temos que traduzir isso [para os eleitores] como uma jornada […] de cinco dias de trabalho, sem desconto salarial, e dois dias de descanso, para relaxar, cuidar da família, descansar, visitar os parentes, fazer qualquer atividade que seja de vontade da família”. Ele reforçou a importância do tema para as mulheres: “Quando elas chegam em casa no domingo, em vez de descansar, trabalham muito mais”. Segundo o presidente, o fim da escala é para “garantir civilidade para o povo no mundo do trabalho”. 

Desafio a Flávio Bolsonaro

O presidente Lula disse que é preciso prestar bastante atenção no voto do senador Flávio Bolsonaro, seu adversário, e da bancada do PL. “Eu desafio ele a votar favorável e a pedir para o PL votar favorável”.

Lula criticou a proposta defendida por Flávio e pelos bolsonaristas, para o trabalhador negociar diretamente com o patrão, “como se o trabalhador tivesse alguma vantagem” em comparação com quem o emprega. “Nada de aceitar barganha”, disse aos aliados.

Sobre a PEC da Segurança Pública, Lula explicou novamente que os estados sozinhos não dão conta de uma criminalidade organizada que se tornou transnacional. “Nós estamos propondo uma mudança para que a União possa entrar na questão da segurança melhorando a participação da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal”, afirmou. 

O presidente também citou a transformação de 138 presídios regionais, “de onde o Comando Vermelho e o PCC comandam o crime”, em cadeias de segurança máxima federais. Ele reafirmou o compromisso com a criação do Ministério da Segurança Pública para coordenar as ações de combate à criminalidade.

Estavam presentes alguns jovens deputados de primeira viagem, que iniciarão seus primeiros mandatos em janeiro de 2027. Entre eles, Luna Zarattini, Anielle Franco, Guilherme Cortez e Ana Elisa, a deputada mais votada do PT no país.

“Bora trazer as meninas e os meninos do Pé-de-Meia para votar, gente! Bora falar com a juventude, gente!”, pediu o presidente em um vídeo com os parlamentares.

Em outro vídeo com Ana Elisa, Lula disse: “Depois de eleger essa jovem deputada federal de Divinópolis, o que falta pra gente eleger o Lula presidente em Minas Gerais? É só a gente fazer mais umas atividades, falar mais na rede digital e esperar que a gente vai derrotar o bolsonarismo em Minas Gerais como derrotou na última vez”.

Já com Guilherme Cortez, o presidente declarou: “Nós vamos ganhar as eleições em São Paulo. O Haddad está coordenando a minha campanha e nós vamos fazer mais alguns eventos importantes em São Paulo. E eu quero que o povo, o povo do interior e o povo da Grande São Paulo, compareça para votar”. 

Ele fez um apelo especial às pessoas com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo: “Tem que votar, porque você tá votando pelo Brasil, pela sua família, pelo seu filho, pelo seu neto e sobretudo por aquilo que você acredita”.

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