A falsa liberdade assombra negros e negras da classe trabalhadora. Com o aumento da violência, hoje é um dia em que nada temos a comemorar, mas muito a reivindicar: o fim da escala 6×1 e 6×2, a equiparação salarial entre homens e mulheres, moradia e segurança pública.
Hoje é dia 13, e vamos panfletar na cidade como porta-vozes do Lula, que acabou com a taxação da importação de até US$ 50, que tem o menor índice de desemprego na casa dos 5%, que trouxe de volta o PAC e o Minha Casa, Minha Vida, que investiu no Estado de São Paulo em obras de infraestrutura, que trouxe a indústria de volta à economia, que pensou na saúde e na educação, e que foi fundamental durante a tragédia das enchentes no RS e em MG. Enquanto isso, o negacionismo climático mostrou, nesses estados, que tudo se conecta e que não há impunidade que perdure em uma democracia com uma Polícia Federal independente.
Este não é o Brasil ideal, mas é o Brasil possível de se regenerar sem ódio, pensando no Estado como provedor da população, e não a serviço dos interesses de um banco que já nasceu “master morto”, oriundo da máxima putrefação escandalosa do sistema que nos cerca.
13 de maio: mais um dia para escancarar que a direita pensa nos seus e não na justiça social, e que a tal abolição da escravatura pode ter tirado dos tornozelos do povo preto os grilhões, mas nos encarcerou nas ruas, na base excludente da pirâmide social, que aos poucos vai se readequando com as cotas nas universidades, no serviço público, nos programas sociais e, talvez, até nos programas de televisão.
Mas não se iludam: se a maré virar, virão para cima dos pretos como hienas. Estarmos atentos e fortes faz parte da luta, assim como o esperançar traz para cada companheiro e companheira a certeza de que juntos somos mais fortes.
Avante, negros e negras do Partido dos Trabalhadores, contra o racismo estrutural e por mais representação negra nas Casas Parlamentares.
Deia Zulu
Secretária Municipal de Combate ao Racismo – PT-SP


