O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de São Paulo recebe com pesar a notícia do falecimento de Maria Amélia de Almeida Teles, a querida Amelinha Teles, uma das grandes referências da luta democrática, dos direitos humanos e da resistência à ditadura militar no Brasil.
Amelinha dedicou sua vida à luta por justiça, democracia, liberdade e pelos direitos das mulheres. Militante de esquerda desde a juventude, construiu uma trajetória marcada pela coragem e pela defesa intransigente daqueles que lutaram contra a ditadura e sofreram com a repressão do Estado.
Durante a ditadura militar, Amelinha foi presa e brutalmente torturada, assim como seu companheiro, César Augusto Teles. A repressão também atingiu sua família: seus filhos, Edson e Janaína Teles, ainda crianças, foram sequestrados e levados ao DOI-CODI de São Paulo, onde ficaram sob o poder dos agentes da repressão. A família Teles tornou-se, assim, um dos símbolos da violência praticada pela ditadura contra militantes políticos e seus familiares.
Mesmo diante da violência sofrida, Amelinha jamais abandonou a luta. Ao contrário, transformou a própria experiência de resistência em militância permanente pela memória, pela verdade e pela justiça. Participou ativamente da luta pela responsabilização dos agentes da repressão, da organização dos familiares de mortos e desaparecidos políticos e da construção de políticas de memória sobre os crimes cometidos durante a ditadura.
Sua atuação também foi fundamental para a organização e defesa dos direitos das mulheres, tornando-se uma importante referência do movimento feminista e da esquerda brasileira. Amelinha ajudou a construir espaços de organização e resistência das mulheres e dedicou décadas à denúncia da violência de gênero e à defesa de uma sociedade democrática e igualitária.
Sua história se confunde com a própria história da resistência brasileira. Amelinha foi daquelas mulheres que não recuaram diante da violência, não se calaram diante da injustiça e fizeram da luta uma forma de vida.
Como diz a frase que acompanha sua despedida: “Há mulheres que lutam toda a vida. Estas são as imprescindíveis.”
Para o PT São Paulo, sua partida representa uma grande perda para a esquerda, para os movimentos sociais, para a luta feminista e para todos aqueles que defendem a democracia e os direitos humanos. Seu legado, porém, permanece vivo nas gerações que aprenderam com sua coragem, sua resistência e sua capacidade de transformar dor em luta.
O Diretório Municipal do PT São Paulo se solidariza com seus filhos, familiares, amigas, amigos, companheiras e companheiros de caminhada e com todas e todos que tiveram o privilégio de conviver e lutar ao lado de Amelinha Teles
Velório
16 de setembro de 2026, das 11h às 16h
Unifesp (Reitoria)
Rua Sena Madureira, 1500
Amelinha Teles, presente!
Ditadura nunca mais!
Memória, verdade e justiça!


