Para o rapper GOG: “O mito da democracia racial no Brasil atrapalhou a luta pelo combate ao racismo”

Em Live nesta quinta (4), no instagram do PT São Paulo, o rapper GOG falou sobre desigualdade social em tempos de pandemia com presidente do Diretório Municipal, Laércio Ribeiro.

Laércio destacou que grande parte dos trabalhadores na periferia da cidade de São Paulo não está conseguindo cumprir a quarentena por questão de sobrevivência: “Não foi dada as condições para as pessoas ficarem em casa, e deixar morrer é uma escolha política deste governo”, afirma ele.

GOG responsabilizou Bolsonaro pela falta de compromisso de parte da população com a quarentena: “O Brasil tem uma tradição de que o chefe da nação é o mandatário. Logo no início da pandemia, uma das primeiras falas do presidente foi muito infeliz, na hora de chamar a pandemia de gripezinha”, disse ele.

Sobre os movimentos antirracistas que iniciaram nos EUA, GOG ressaltou: “O que aconteceu nos EUA foi a gota d’água de um copo que já estava cheio”, disse ele ao complementar: “A forma que George Floyd morreu faz parte de um projeto do estado, a necropolítica, a forma que o estado mata formalmente”.

O rapper aponta que o mito da democracia racial no Brasil atrapalhou a luta pelo combate ao racismo. Ele destaca que no país ocorre uma sucessão de tragédias. “No caso do João Pedro, a polícia pula o muro, não encontra nada, depois metralha a casa inteira para dizer que foi troca de tiros”, disse GOG.

O presidente do Diretório Municipal lembrou que a história do povo negro na época do império, o estado brasileiro deu conta de sumir. Para ele, o estado liberal utiliza dos momentos de instabilidade social para apagar a história de luta do povo negro.

Veja a Live na íntegra:
https://www.instagram.com/p/CBBvjYbn1wg/

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