O filme Dark Horse, cinebiografia sobre a vida de Jair Bolsonaro, antes mesmo de ser lançado nos cinemas, merece uma verdadeira crítica cinematográfica (sou, aliás, o primeiro a fazê-la),pois, o filme apresenta um problema na forma e sem dúvida apresentará outro, no conteúdo.
Por forma, designo os bastidores do filme e, portanto, ao submundo do mundo financeiro associado a película tão deprimente.
A Go Up que é a produtora responsável pelo filme Dark Horse e O Instituto Conhecer Brasil(ICB) que é uma Organização Não Governamental (ONG) pertencem a Karina Ferreira da Gama, empresária, e ambas, produtora do filme e entidade, encontram-se investigadas pela polícia e sofrem auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) relativas a repasses e contratos com o poder público.
De acordo com o site Intercept Brasil, a ONG da produtora de Dark Horse desviou recursos do Sesi em 7 estados e no Distrito Federal, conforme a Controladoria-Geral da União.
A auditoria da CGU aponta que a entidade(ICB) atrelada a produtora(Go Up) do filme Dark Horse, deixa rastros de notas fiscais frias e superfaturamentos por meio da subcontratação de serviços.
Assim, um repasse do Sesi para realização de eventos, na ordem de R$ 11 milhões de reais ao Instituto Conhecer Brasil obteve pela ONG, apenas nesse esquema relativo a Feira da Cidadania, R$ 2,7 milhões de superfaturamento.
Além desse rendimento ilícito pela ONG ICB, outros R$ 270 mil foram superfaturados no Distrito Federal por meio de empresa de fachada subcontratada pela ICB e cujo gasto real no evento Fórmula Truck Kids foi de apenas R$ 80 mil, dos R$ 350 mil orçados, ou seja, apenas 22,86% utilizou-se para o evento, enquanto 77,14% foram ilicitamente embolsados em evidente fraude contábil.
Mas, a lama toda oculta nos bastidores das parcerias que tem vínculo direto ou indireto com a produção do filme sobre Bolsonaro não termina aí.
Outro inestimável parceiro para a realização do filme chama-se: Daniel Vorcaro, banqueiro, dono do banco Master, e que foi preso pela Polícia Federal em decorrência das investigações da Operação Compliance Zero, devido suspeitas de liderar fraudes no sistema financeiro.
E como se não bastasse isso, ainda que Flávio Bolsonaro tenha tentado negar, foi a Daniel Vorcaro, o possível líder de fraudes de esquema multimilionário, a quem solicitou dinheiro para garantir o financiamento do filme Dark Horse
Com isso, dos R$ 134 milhões requeridos a Daniel Vorcaro para a produção de Dark Horse, conforme cronograma de pagamento, planilhas de controle e extratos de depósitos realizados, e tornados públicos pelo site Intercept Brasil, constata-se que pelo menos R$ 61 milhões foram quitados com a cooperação do banqueiro, atualmente, preso em Brasília, na Superintendência da Polícia Federal por supostas fraudes junto ao sistema financeiro.
No que concerne ao conteúdo de Dark Horse, certamente o enredo do filme irá abordar o questionamento de Jair Bolsonaro quanto a lisura do processo eleitoral, que tal qual Donald Trump, considera fraudulento.
No entanto, o filme Dark Horse, ocultará que ao rotular-se de fraudulento o processo democrático de escolha de representantes, isso é feito apenas como pretexto de tornar ilegítima a vitória nas urnas de adversários da família Bolsonaro.
Logo, trata-se de fraude alegar fraude nas urnas, sobretudo, quando tal acusação contra o sistema democrático não apresenta provas, e visa única e exclusivamente impedir a alternância de poder que contrarie as expectativas da extrema-direita.
Daí porque, o filme Dark Horse é uma produção cinematográfica, a partir da qual deve-se refletir sobre a extensão das fraudes.
Do ponto de vista do conteúdo do filme, certamente, Dark Horse irá esconder o fato de que o próprio Bolsonaro é uma fraude, de que nem é patriota, nem preocupado com as pessoas, e, sim, que Bolsonaro apenas ambiciona o poder, e isso Dark Horse, pretenderá que permaneça nas sombras.
No escurinho do cinema, Dark Horse, isso é líquido e certo: não apresentará a verdade de que Jair Bolsonaro tramou contra o Estado Democrático de Direito e a ordem democrática vigente valendo-se de organização criminosa armada.
Assim, como em termos de conteúdo, o filme Dark Horse deve fraudar os acontecimentos históricos exaltando a figura criminosa de Jair Bolsonaro.
Mas, toda a fraude da qual o próprio filme Dark Horse participa ficará evidente ao público: ao fraudar sem constrangimento os acontecimentos históricos e também por buscar exaltar um criminoso, detido por insurgência contra as instituições democráticas.
Além disso, o filme Dark Horse , deve pecar por não esclarecer, entre uma pipoca e outra, que o próprio patriotismo de Jair Bolsonaro é uma fraude, na medida em que, se constitui tal como seus filhos, como legítimo traidor da pátria pela deliberada sujeição ao governo dos Estados Unidos.
Mas, há ainda mais fraudes a considerar relativas ao filme Dark Horse.
A fraude está mesmo na raiz da própria película, uma vez que, entre um gole de refrigerante e outro, ficará evidente, que as parcerias que possibilitaram a produção do filme parecem mesmo não dispor de idoneidade.
Tanto a empresária Karina Ferreira da Gama, quanto o banqueiro Daniel Vorcaro podem se dar as mãos, pois, cada um em seu escândalo, são, no entanto, parceiros suspeitos de promoverem fraudes.
Assim, em minha crítica cinematográfica (que não deixa de ser uma crítica política), assevero que o filme Dark Horse não só é produzido e financiado por parceiros suspeitos de fraudes, mas o próprio filme desde já, se constitui em uma fraude ao, deliberadamente, fraudar os acontecimentos históricos visando exaltar Jair Bolsonaro, que, em si, é um traidor da pátria, e cujo suposto patriotismo, também acabou por se revelar, uma fraude incontestável.
Charles Gentil
Secretário de Finanças, PED 2025
Ex-presidente do Diretório Zonal PT do Centro,PED 2019


