Mais uma vez, o presidente Lula, surpreendeu nas relações internacionais ao afirmar, na Alemanha, por ocasião da Feira Industrial de Hanôver, o maior evento de tecnologia industrial do planeta, que “o Brasil cansou de ser tratado como um país do terceiro mundo ou como um pais invisível “.
Desta forma, fica evidente que a parceria com a Alemanha busca intensificar o protagonismo do Brasil nas relações internacionais,inclusive, na oferta de energia limpa por meio de biocombustíveis, que, assim, contribuirá para a descarbonização da industria europeia, e em particular, alemã, no propósito mais amplo de fomentar a transição energética, a fim de que se possa, com isso, auxiliar desde já, a futura adoção planetária de uma economia verde e que reduza, por consequência, no mundo e de forma eficaz e consistente, a emissão de gás carbônico na atmosfera.
Daí porque, estou gag de la gag com o presidente Lula, pois, nesta cooperação com Friedrich Merz, Chanceler da Alemanha e, politicamente, do espectro da centro-direita alemã, torna-se palpável a capacidade política de Lula em instituir diálogo para além do matiz ideológico do interlocutor objetivando, portanto, em construir parcerias internacionais que viabilizem o Brasil evoluir economicamente e com soberania.
Aliás, essa parceria do Brasil com a Alemanha reforça a cooperação como alternativa a política protecionista de Donald Trump.
Ainda é importante lembrar que a opção pela cooperação deu-se também entre União Europeia e Mercosul, portanto, entre dois blocos econômicos, aos quais respectivamente pertence a Alemanha e o Brasil.
E mais. O acordo comercial entre esses dois blocos e que foi costurado por duas décadas pretende eliminar tarifas de importação e deve entrar em vigor em maio desse ano, em um contexto histórico marcado pelo unilateralismo de Donald Trump nas relações internacionais, pela adoção do protecionismo econômico nas relações comerciais dos Estados Unidos com os demais países e por intervenções militares armadas estadunidense pelo mundo afora.
Por isso, fiquei mais uma vez, gag de la gag com Lula, quando em seu pronunciamento na Alemanha, denunciou, com serenidade, e em alto e bom tom, que gasta-se 2 trilhões e 700 milhões de dólares em guerra, quando esse montante poderia ser – e nada dele é – alocado para o combate a fome,inclusive, a mau aplicação desse recurso financeiro é patente, quando sabe-se que o analfabetismo não foi resolvido e nem a distribuição de energia elétrica atingiu os restantes 60% da população mundial.
Lula, foi ovacionado duas vezes.Uma quando apontou, de forma crítica, a contradição do desenvolvimento tecnológico que há entre a existência de missões espaciais na Lua, enquanto na Terra, no Oriente Médio, bombardeios, aniquilam vidas.
E também foi aplaudido quando assinalou que o acordo entre UE e Mercosul terá um mercado de pouco mais de 719 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto equivalente a 22 trilhões de dólares.
O que significa – penso – que a cooperação entre União Europeia e Mercosul será bastante promissora não só financeiramente para os países pertencentes a esses blocos econômicos, mas também no que concerne a perspectiva social desses países, uma vez que, tende a ocorrer um alargamento do mercado de trabalho das nações em cooperação.
Logo, não há como não ficar gag de la gag com Lula. Enquanto, homens poderosos como Trump e Putin por exemplo, empenham-se em promover guerras locais visando única e exclusivamente os interesses econômicos de seus países.
Lula, no mundo, posiciona-se como um defensor da paz, que defende também a cooperação comercial entre os países e blocos para a igual promoção econômica, social e ecológica das partes interessadas, de modo que, por meio do mútuo desenvolvimento ocasione repercussões promissoras para o futuro da humanidade.
Internamente, Lula, digam o que disserem os oposicionistas, cumpre, no Brasil, um mandato popular com inclusão do pobre no orçamento tendo feito também a Justiça Tributária, com a isenção do Imposto de Renda, para quem ganha até R$ 5.000,00, o que significará mais dinheiro no bolso do trabalhador.
Lula ainda tem, por exemplo, na Segurança Pública, reforçado o combate ao crime organizado com penas mais rígidas aos celerados e aprimorado o combate aos criminosos por meio do investimento no serviço de inteligência, bem como a integração desse combate com coordenação feita pelo governo federal.
Lula ainda tem defendido a democracia contra os extremistas de direita pactuando uma aliança ampla com as forcas progressistas no propósito de isolar os autoritários na cena política brasileira.
Com o menor índice de desemprego da série histórica, com a retirada do Brasil novamente do mapa da fome, com a inflação dentro da meta, o Brasil segue, com Lula, para um futuro cada vez mais promissor de prosperidade econômica, desenvolvimento social e ecologicamente responsável.
Diferentemente de nossos adversários, Lula, para homenagear a soberania do Brasil, não pretende restringir sua parceria comercial aos Estados Unidos.
Ao contrário, diversifica as alternativas aproximando-se também da China e da Alemanha.
Nos blocos econômicos a presença do país no Brics e Mercosul por exemplo, é compreendida corretamente por Lula como imprescindível, uma vez que, a maior abrangência das parcerias comerciais tendem não só a assegurar o desenvolvimento econômico, social e ecológico do Brasil, mas também garantir nossa soberania enquanto nação.
Com toda essa performance, é certo que não só eu, mas o mundo fique gag de la gag com Lula, nesta tarefa histórica de, sem prejudicar o mundo, Reconstruir e Transformar o Brasil.
Charles Gentil
Secretário de Finanças, PED 2025
Ex-presidente do Diretório Zonal PT do Centro, PED 2019
Discurso do presidente Lula, na Alemanha.
” Em 2026, o Brasil volta a Hanôver como potência verde, inovadora e integrada às cadeias globais de valor.
Em 1980, fomos o primeiro país parceiro desta Feira.
Naquela ocasião, a economia mundial se recuperava de dois choques do petróleo.
O Muro de Berlim ainda estava de pé.
O Brasil era destaque entre os países de industrialização tardia, mas vivia sob um regime autoritário.
Neste exato 19 de abril, há quarenta e seis anos, enquanto tecnologias brasileiras eram expostas aqui, eu era preso por liderar uma greve no principal polo automobilístico da América Latina.
Duramente reprimida, essa greve culminaria, naquele primeiro de maio, no maior ato de resistência operária à ditadura militar em nosso país.
Muito mudou desde então.
O Brasil se redemocratizou, a Alemanha se reunificou e o mundo passou por profundas transformações desde o fim da Guerra Fria.
A economia brasileira atravessou um processo de desindustrialização e reprimarização.
Os dogmas do estado mínimo fragilizaram nossa capacidade de planejamento e investimento.
Foi preciso esperar meus primeiros mandatos para que a indústria e a inovação voltassem a ser uma prioridade no Brasil.
Em meados da última década, a recessão gerada pela crise financeira internacional abriu espaço para o avanço de forças antidemocráticas.
A extrema direita atacou as instituições e operou um desmonte de políticas públicas.
Desde 2023, estamos reconstruindo a capacidade do Estado para impulsionar o crescimento econômico e a inclusão social.
Colocamos em marcha um robusto programa de neoindustrialização, tendo como motores a economia verde e a indústria 4.0.
O convite para a Feira de Hanôver consolida a posição do Brasil como parceiro confiável em um mundo de instabilidade e incerteza.
Vivemos um momento crítico na geopolítica global, marcado por grandes paradoxos.
Enquanto astronautas sobrevoam a lua, bombardeios matam indiscriminadamente civis, mulheres e crianças no Oriente Médio.
A inteligência artificial nos torna mais produtivos, mas também é utilizada para selecionar alvos militares sem parâmetros legais ou morais.
Alguns membros permanentes do Conselho de Segurança agem sem amparo na Carta da ONU.
Além de inestimáveis perdas humanas, as guerras causam prejuízos econômicos palpáveis.
Flutuações no preço do petróleo encarecem a energia e os transportes.
A escassez de fertilizantes afeta a produção agrícola e aumenta a insegurança alimentar.
São os mais vulneráveis que pagam o preço da inflação dos alimentos.
O protecionismo ressurge como resposta falaciosa para problemas econômicos e sociais complexos.
Isso nos coloca diante de uma encruzilhada.
De um lado, a via da fragmentação de cadeias de valor e da competição por recursos.
De outro, o caminho da diversificação de parcerias e da cooperação internacional.
Sabemos qual a melhor alternativa para a prosperidade compartilhada.
Mas sabemos também que os ganhos da integração de mercados não vêm sendo igualmente distribuídos.
O crescimento do extremismo é um dos reflexos das limitações de um modelo cujos benefícios não chegam a todas as pessoas.
Um novo paradigma de desenvolvimento requer um multilateralismo justo e equilibrado.
A paralisia da OMC e os impasses de sua última conferência apontam para a necessidade de refundar a organização.
A incorporação efetiva dos interesses do Sul Global é condição essencial para que os arranjos multilaterais sejam legítimos e relevantes frente aos desafios do século XXI.
Diante do unilateralismo, o MERCOSUL e a União Europeia escolheram a cooperação.
Daqui a menos de duas semanas, entrará em vigor o Acordo que cria um mercado de quase 720 milhões de habitantes, com PIB agregado de 22 trilhões de dólares.
Mais comércio e mais investimentos significam novos empregos e oportunidades dos dois lados do Atlântico.
Com maior integração produtiva, reforçaremos a estabilidade das cadeias de suprimento.
Existem inúmeras complementariedades ainda não exploradas entre as duas regiões.
O Brasil pode ajudar a União Europeia a diminuir custos de energia e descarbonizar sua indústria.
Para isso, é essencial que as regras do bloco levem em conta a matriz energética limpa utilizada em nossos processos produtivos.
É preciso ainda combater narrativas falsas a respeito da sustentabilidade da nossa agricultura.
Criar barreiras adicionais ao acesso de biocombustíveis é contraproducente tanto do ponto de vista ambiental quanto do energético.
Na década de 1970, os choques do petróleo evidenciaram os perigos da excessiva dependência de combustíveis fósseis.
O Brasil foi pioneiro na implementação de um programa nacional de biocombustíveis.
Em 1980, Volkswagen e Mercedes-Benz expuseram nesta Feira motores brasileiros movidos a etanol.
Hoje, mais de 75% da nossa frota é composta por veículos flex.
Já adotamos mistura de 30% de etanol na gasolina e de 15% de biodiesel no diesel.
Produzimos biocombustíveis de forma sustentável, sem comprometer o cultivo de alimentos ou derrubar florestas.
Nos últimos três anos, reduzimos em 50% o desmatamento na Amazônia e em 32% no Cerrado.
Dispomos de matriz elétrica 90% limpa e temos potencial para produzir o hidrogênio verde mais barato do mundo.
Essa trajetória consistente em energias renováveis fortaleceu nossa segurança energética.
O Brasil é um dos países menos afetados pela atual crise de oferta de petróleo.
A transição energética é também um imperativo climático.
Na COP30, em Belém, reafirmamos que o planeta não comporta mais o uso intensivo de combustíveis fósseis.
Minerais críticos são essenciais para a descarbonização e a transformação digital.
Com apenas 30% do potencial mineral mapeado, nosso país já detém a maior reserva mundial de nióbio, a segunda de grafita e terras raras e a terceira de níquel.
Esses insumos devem ser instrumentos de desenvolvimento econômico e social.
Não repetiremos o papel de meros exportadores de commodities minerais.
Estamos abertos a parcerias internacionais que incluam etapas de maior valor agregado e transferência de tecnologia.
Meus amigos e minhas amigas,
Nos últimos anos, o Brasil se consolidou como parceiro estratégico para quem quer produzir com eficiência, tecnologia e sustentabilidade.
Fomos o segundo país que mais recebeu investimento estrangeiro direto.
Desde 2023, registramos crescimento superior à média mundial e alcançamos o menor desemprego da história.
Aumentamos a renda dos trabalhadores e levamos justiça tributária a milhões de brasileiros.
Queremos pôr fim à jornada de trabalho seis por um, para permitir que o trabalhador tenha dois dias de descanso semanal e usufrua dos ganhos de produtividade alcançados pela indústria.
Saímos mais uma vez do Mapa da Fome da FAO.
Destinamos mais de 125 bilhões de dólares em financiamento para o setor industrial.
Com investimento recorde, a ciência voltou ao centro do projeto de desenvolvimento nacional.
Estamos entre os líderes no ranking de governo digital do Banco Mundial.
O Pix tornou-se uma das maiores infraestruturas de pagamento instantâneo do planeta.
O sistema é público, gratuito e referência internacional em inovação e inclusão bancária.
Somos o 10º país com o maior número de supercomputadores em seu território.
Contamos com o Sirius, uma das fontes de luz síncrotron mais avançadas que existem.
Em breve, o Órion será o primeiro laboratório de biossegurança máxima conectado a uma fonte de luz síncroton do mundo.
Nos próximos dias, mostraremos aqui a força da nossa indústria, a criatividade das nossas startups e a excelência dos nossos centros de pesquisa.
Ano após ano, esta Feira nos ensina que a inovação, como o futebol, é um esporte coletivo, que se fortalece no encontro entre diferentes ideias e talentos.
Não por acaso, o conceito de indústria 4.0 ganhou vida justamente em Hanôver.
Fábricas inteligentes são sistemas integrados que atravessam fronteiras organizacionais, setoriais e nacionais.
Elas são incompatíveis com um mundo conflagrado e fragmentado.
Há quase oitenta anos, este evento nasceu das cinzas da Segunda Guerra Mundial.
Hoje, pode mais uma vez provar que a paz e a cooperação são os verdadeiros alicerces da prosperidade compartilhada.
Que as tecnologias mais avançadas do nosso tempo nos inspirem a construir um mundo mais seguro e sustentável para as atuais e futuras gerações.
Meus amigos e minhas amigas, eu, eu precisava, eu precisava ter vindo à Alemanha.
E eu vim à Alemanha não apenas para participar da feira como convidado especial, mas para tentar mostrar ao mundo de que não é possível, em pleno século XXI, quando nós ainda não resolvemos o problema da fome no mundo, quando nós ainda não resolvemos o problema do analfabetismo no mundo, quando quase 60% de seres humanos ainda não têm energia elétrica no mundo, não é possível que nós estejamos gastando 2 trilhões e 700 bilhões de dólares em guerra e nada para acabar com a fome no planeta.
Não é possível que as pessoas não compreendam que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, foi criado o Conselho para que eles mantivessem a paz, a harmonia, para que a gente evitasse repetição da Segunda Guerra Mundial.
E, hoje, o mundo vive a maior quantidade de conflitos da sua história depois da Segunda Guerra Mundial.
É de se perguntar ao presidente Trump, ao presidente Putin [Rússia], ao presidente Xi Jinping [China], ao presidente Macron [França] e ao primeiro-ministro do Reino Unido [Keir Starmer], para que serve o Conselho de Segurança da ONU?
Por que vocês não se reúnem e não param com essas guerras?
Por que que não decidem destinar o dinheiro que está fazendo guerra, matando e destruindo, para a gente poder cuidar dos milhões de flagelados que estão andando pelo mundo à procura de um país que os recebam e, agora, os coitados, que procuram muito para sobreviver, não são aceitos por quase nenhum país.
Eu não tenho nada contra imigrantes. Porque, graças a Deus, o Brasil é um país que foi criado por imigrantes.
Primeiro chegaram os portugueses, em 1500.
Depois, em 1650, começou a escravizar o continente africano e foram cinco milhões de negros que trabalharam durante 350 anos como escravos no Brasil.
Em 1850, começou a chegar os alemães. Em 1875, começou a chegar os italianos e, dez anos depois, começou a chegar os espanhóis.
Em 1908, chegaram os japoneses e, antes disso, tinham chegado 10 milhões de árabes no Brasil.
Como é que eu posso ser contra a imigração, se essa gente toda ajudou a construir o Brasil de hoje? A cara do Brasil, a cultura do Brasil, a saúde do Brasil.
Eu queria fazer um apelo aos empresários, aos pesquisadores, aos cientistas, às empresárias, aos CEOs das empresas.
Eu acho muito bonito a gente falar tanto nos efeitos que a inteligência artificial pode criar no mundo.
Mas, poucas vezes, quando eu vejo falar em inteligência artificial, eu ouço falar numa pessoa chamada trabalhador.
Se a inteligência artificial causar o bem que nós queremos que cause para o desenvolvimento dos países, é preciso que nós lembremos que, por trás de cada gênio, de cada invenção, tem um ser humano.
Se ele não tiver mercado de trabalho, o mundo só tende a piorar.
Então, é importante que a inteligência artificial, ao ser pensada, ao ser estudada e ao ser colocada em prática, leve em conta que o planeta Terra ainda é morado por seres humanos, homens e mulheres, que precisam trabalhar, morar, estudar, que precisam viver dignamente.
E somos nós, dirigentes dos países, que temos a obrigação de dar uma resposta, se tudo isso que nós falamos aqui não der resposta.
Porque, quando a gente está bem, o problema é de cada um. Quando a gente está mal, vai sobrar para o governo assumir a responsabilidade.
Então, nós temos que participar ativamente.
Eu sonho com o meu Brasil crescendo, desenvolvendo, gerando riqueza. Eu sonho com o meu Brasil criando uma parceria muito forte com a Alemanha. A nossa parceria é muito antiga, muito sustentada e muito segura.
E eu queria dizer ao primeiro-ministro Merz [Friedrich, da Alemanha] o que eu disse quando eu o vi pela primeira vez: a mim não importa quem é o primeiro-ministro de um país ou o presidente de um país.
A mim o que interessa o projeto de desenvolvimento que ele tem e o que vai atender os interesses do povo do seu país. Porque eu não estou numa relação com o primeiro-ministro Merz ideológica, partidária. São duas relações de chefes de Estado.
Eu quero dizer ao primeiro-ministro Merz que o Brasil está de braços abertos para discutir qualquer tema com a Alemanha. Qualquer tema.
Sobretudo o tema de inteligência artificial, de data center, de minerais críticos, de terra rara. Não tem veto para discutir com a Alemanha.
A única coisa que nós queremos é a certeza de que a nossa relação será pensando no fortalecimento da democracia, do multilateralismo, pensando no respeito à integridade territorial e na soberania do povo de cada país.
É isso que me interessa.
Nós não podemos permitir, não podemos permitir, que o mundo circule ao comportamento de um presidente que acha que por e-mail ou por tweet ele pode taxar produtos, pode punir países e pode fazer guerra.
E nós temos que dizer, mesmo no encontro empresarial, que vocês estão aqui pensando no desenvolvimento, no crescimento tecnológico, mas sobretudo pensando na paz mundial, que é o que interessa para todos nós viver em paz. Trabalhar, produzir, ganhar dinheiro e viver a vida decentemente.
Muito obrigado e parabéns pela Feira de Hanôver e parabéns ao povo alemão”.


