Brasil Sem Fome: comida nao é mercadoria, por Gregory França

Luis Nova

O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Mesmo assim, milhões de pessoas ainda enfrentam dificuldades para colocar comida na mesa todos os dias. Isso mostra que o problema não é falta de comida: o problema é a desigualdade.

Foi pensando nisso que diversas organizações populares, movimentos sociais e forças políticas passaram décadas defendendo políticas públicas para garantir alimentação, renda e dignidade para quem mais precisa. Nessa trajetória, o Partido dos Trabalhadores (PT) teve participação importante na construção e defesa de programas de combate à fome e à pobreza.

Quando Lula assumiu a Presidência em 2003, o combate à fome virou prioridade nacional. Surgiu então o Fome Zero, um conjunto de ações que buscava garantir que nenhum brasileiro precisasse passar fome. A partir dele, foram fortalecidos programas como o Bolsa Família, o apoio à agricultura familiar e a alimentação escolar.

Essas iniciativas ajudaram milhões de pessoas a melhorar de vida. Em 2014, o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU, mostrando que políticas públicas podem fazer a diferença quando existe compromisso com quem mais precisa.

Mas a luta não acabou. A fome voltou a crescer em vários momentos, atingindo famílias, trabalhadores, jovens e idosos. Por isso, defender programas sociais, geração de empregos, valorização dos salários e acesso à alimentação continua sendo uma necessidade urgente.

Falar de um Brasil sem fome é falar de um país onde ninguém precise escolher entre pagar uma conta ou comprar comida. É falar de um país onde a juventude tenha oportunidades, onde as famílias tenham segurança e onde o desenvolvimento chegue para todos, não apenas para uma minoria.

A construção de um Brasil sem fome depende da participação popular, da organização da sociedade e de governos comprometidos com a redução das desigualdades. É uma tarefa coletiva que envolve cada pessoa que acredita em um país mais justo.

Porque comida não é mercadoria.

Comida é direito.

Gregory França Naressi, coordenador do setorial municipal de segurança alimentar

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