Não é mais política. É traição em quatro atos: espionagem, convite à invasão, sabotagem econômica e entrega do patrimônio mineral do país.
A família Bolsonaro e seus agregados transformaram o atentado contra a soberania brasileira em método. Os fatos são públicos, gravados, confessados. E se enquadram na Lei de Segurança Nacional — sancionada pelo próprio Jair Bolsonaro.
Jair confessou: repassou informações sigilosas à equipe de Trump sobre um suposto acordo nuclear Brasil-China e pediu “apoio vindo de fora”. Isso tem nome: espionagem (art. 359-J) e atentado à soberania (art. 359-I). Pena de até 8 anos.
Flávio senador, pediu publicamente que os EUA bombardeiem cidades brasileiras. É convite à invasão. Pena de até 16 anos.
Eduardo atua como lobista de Trump em Washington, leva denúncias contra o próprio país a congressistas americanos. Comemorou o tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros: “Se houver terra arrasada, pelo menos eu estarei vingado”, disse ele.
Os agregados: dois novos capítulos da entrega nacional
Tarcísio de Freitas foi flagrado usando o boné MAGA e saiu em defesa pública de Trump após o anúncio de tarifas abusivas contra o Brasil. A imagem — o governador de São Paulo como peça de propaganda da extrema-direita americana — expõe seu alinhamento subserviente. Tarcísio adotou pautas como anistia a Bolsonaro, ataques ao STF e defesa de prisão perpétua, consolidando-se como peça-chave do projeto golpista. Sua lealdade não é a São Paulo: é a Trump e ao bolsonarismo.
Ronaldo Caiado foi além. O governador de Goiás assinou um memorando de entendimento com os EUA que, na prática, escancara o acesso americano a terras raras — minerais estratégicos para tecnologia de ponta, defesa e transição energética. A mineradora Serra Verde, única produtora de terras raras pesadas do Brasil, foi vendida à empresa americana USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões. O acordo viola a Constituição: o subsolo pertence à União. “O Caiado fez um acordo com empresas americanas, fazendo concessão de coisa que ele não pode fazer, porque é da União”, afirmou Lula.
O alvo nunca foi Lula ou a esquerda. O alvo é o Brasil. Cada pedido de bombardeio, cada informação vazada, cada entrega de recurso estratégico significa desemprego, tarifas e perda de soberania.
A lei existe. Os fatos também. Que a Justiça faça com os Bolsonaro e seus agregados o que eles sempre exigiram para os outros: rigor sem privilégios.
SP 05 de junho 2026
FRANCISCO CHAGAS, cientista social, vice-presidente do PT Paulista, ex deputado federal e vereador


