Tem coisa mais básica na vida do que poder comer?
Pode parecer óbvio, mas durante muito tempo a fome voltou a ser uma realidade pesada para milhões de brasileiros. E foi justamente por isso que o governo Lula colocou novamente uma prioridade no centro da política brasileira: comida no prato.
E não estamos falando só de discurso.
Em 2025, a ONU confirmou que o Brasil havia saído novamente do Mapa da Fome. O país ficou abaixo do limite de 2,5% da população em situação de subalimentação usado pela FAO para classificar os países no Mapa da Fome. Em 2026, o Brasil continuou fora do Mapa, segundo o relatório mais recente da organização.
Mas como isso aconteceu?
Foi uma combinação de políticas.
O Bolsa Família voltou a ser fortalecido, o salário mínimo passou a ter valorização real, o emprego cresceu e a renda das famílias mais pobres aumentou. Segundo o próprio governo, cerca de 26,5 milhões de pessoas saíram da situação de fome entre 2023 e 2024.
Também teve investimento direto na comida.
O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) foi retomado e fortalecido. Na prática, o governo compra alimentos de agricultores familiares e destina essa produção para pessoas em situação de insegurança alimentar, cozinhas solidárias, bancos de alimentos, escolas e outras instituições. Ou seja: ajuda quem produz e quem precisa comer.
E tem as Cozinhas Solidárias, que ganharam uma política nacional própria. A ideia é simples e poderosa: garantir comida de qualidade gratuitamente para pessoas em situação de vulnerabilidade
Na escola, também existe uma diferença enorme.
O PNAE, programa que garante alimentação escolar para estudantes da educação básica pública, faz parte dessa estratégia de segurança alimentar. Em 2026, os repasses do programa foram reajustados em 14,35%, ampliando os recursos destinados à alimentação escolar.
E tem outro ponto que às vezes passa despercebido: fortalecer a agricultura familiar significa colocar dinheiro na mão de quem produz comida no Brasil.
É uma lógica diferente daquela em que a política pública aparece apenas quando a fome já chegou.
A ideia é construir uma rede: renda, emprego, agricultura familiar, alimentação escolar, Bolsa Família, PAA, cozinhas solidárias e políticas de segurança alimentar.
É por isso que a política da comida no prato precisa ser discutida também nas eleições de 2026.
Não basta perguntar quem promete combater a fome. É preciso olhar para o que já foi feito, quais políticas deram resultado e o que cada projeto de país pretende fazer daqui para frente.
Até os nutricionistas têm entrado nesse debate, porque alimentação pública não é apenas distribuir comida: é garantir que essa comida seja adequada, saudável e chegue onde precisa chegar.
A fome não pode voltar a ser tratada como algo normal.
Para quem viveu a fila do osso, para quem já precisou escolher entre pagar uma conta ou comprar comida, para quem depende da merenda escolar ou de uma cozinha solidária, isso não é uma discussão abstrata.
É a vida real.
Lula transformou o combate à fome novamente em uma prioridade de governo. Os números mostram avanços importantes e o Brasil permanece fora do Mapa da Fome.
Agora, a discussão é outra: como garantir que essa conquista continue, avance e chegue a cada vez mais brasileiros?
Porque no fim das contas, política também é isso:
comida na mesa, dignidade na vida e ninguém tendo que dormir com fome.


