Diante do vira-latismo de alguns e do antipatriotismo de outros, não há como deixar de se posicionar, sobretudo, quando ambas as condutas caracterizam-se, igualmente, pelo mais patente desrespeito à soberania nacional brasileira e, portanto, como prática contundente de traição à pátria.
Assim, por um lado, consiste a declaração recente do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que não só, de forma servil e covarde, consentiu com o governo dos Estados Unidos, quanto a tipificação de terroristas, atribuída às organizações criminosas que atuam em território brasileiro, mas que também, por meio de desinformação, oralizou que Lula “só passa pano pra bandido”.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro, em conluio com seu irmão, Eduardo Bolsonaro, e demais extremistas de direita, além de buscarem associados à organização criminosa armada derrubar o Estado Democrático de Direito no Brasil, também buscaram, em ato de traição nacional, sabotar o país ao contar com a colaboração do governo de Donald Trump, para impor tarifas injustas aos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos visando, assim, por meio da sabotagem internacional, colapsar a economia brasileira.
Por isso, é preciso, antes de mais nada, colocar o ex-governador de Minas Gerais, em seu devido lugar e esclarecê-lo que, na condição de traidor da pátria, Romeu Zema, deve, sim, lavar sua boca autoritária, antes de dizer inverdades, como a de que Lula “só passa pano pra bandido”.
Pera aí, como assim? Será que Romeu Zema desconhece que foi, justamente, o governo Lula que apresentou a PEC da Segurança e a Lei Antifacção? (vide meu artigo: Considerações sobre Segurança Pública) e, com isso, Lula possibilitou um combate rigoroso e eficaz contra o crime organizado.
Será que Romeu Zema se esforça para esquecer essa verdade incontestável? Ou será que a toxina do pensamento autoritário, do qual Romeu Zema é partidário, tal qual o enfisema que acomete um doente, lhe provoca a falta de ar sendo, por isso, necessário ao ex-governador de Minas Gerais, arejar sua mente adoecida pelo extremismo de direita e lhe recordar com um sopro de verdade, que foi, o governo Lula, que, justamente, ao tratar da Segurança Pública e, portanto, do combate ao crime organizado atingiu o coração das organizações criminosas, ao direcionar que as ações de inteligência das forças de segurança, sejam coordenadas no propósito de estrangular a estrutura econômica que sustenta e reproduz continuamente o crime organizado.
Será que Romeu Zema se esqueceu disso? Pera aí, como assim ? Logo ele, que disse que Lula “só passa pano pra bandido” ? Pera aí, como assim? Como Zema pode, de forma tão irresponsável, afirmar uma inverdade dessa? se foi, justamente, o governo Lula, que não só endureceu o combate ao crime organizado, mas também estruturou o desmantelamento das organizações criminosas ao direcionar o ataque ao poder econômico das facções.
Ora, ora, ora, é evidente que Romeu Zema, é irresponsável em suas declarações contra o governo Lula, apenas porque cultiva o dócil vira-latismo, que se satisfaz em bajular o governo de Donald Trump.
Romeu Zema chega ao cúmulo de dizer que a colaboração dos Estados Unidos é bem-vinda para
combater o crime organizado.
Pera aí, como assim? Porque Romeu Zema deseja a intervenção norte-americana em assuntos internos do Brasil?
Qual a necessidade da participação do governo de Donald Trump no combate ao crime organizado no Brasil, quando as instituições brasileiras são capazes por si só de fazerem esse combate.
Romeu Zema declarou que não haverá intervenção dos Estados Unidos, isso porque seu antipatriotismo denomina colaboração, o que, na verdade, é pura tentativa de intervenção e desde já, fere a soberania nacional.
Pera aí, como assim? Será que Romeu Zema desconhece que foi sob o pretexto de combate ao crime organizado classificado como terroristas que o governo dos Estados Unidos invadiu a Venezuela e destituiu Maduro da presidência?.
E da mesma forma que o interesse na Venezuela era o petróleo, aqui, no Brasil, o governo dos Estados Unidos cobiça as reservas de terras raras, atrás apenas da que dispõe a China.
Pera aí, como assim? Será que Romeu Zema não compreendeu que, com isso, os Estados Unidos, já desenhou que o próximo alvo é o Brasil?
Que o pretexto da intervenção na soberania do Brasil passa, justamente, por declarar como sendo terroristas às organizações criminosas, uma vez que assim tipificadas, as ações do exército norte-americano justificam-se, pois, para preservação de sua segurança nacional os Estados Unidos, por lei, podem se incumbir de atuar em territórios estrangeiros.
Ocorre que sob esse álibi de combate a terroristas, o governo de Trump
faz intervenções externas para saquear as riquezas dos povos, à exemplo do que fez na Venezuela.
Será que Romeu Zema não entende o a-b-c da geopolítica? Pera aí, como assim? No entanto, é, exatamente, por entender a geopolítica e por colocar-se contra a soberania do Brasil, por buscar alinhar-se as ambições norte-americanas em nosso solo pátrio e por colocar-se como potencial colaborador de futura intervenção, no Brasil, feita pelos Estados Unidos que o vira-latismo de Romeu Zema, presente em suas recentes declarações, deve ser, por isso, em alto e bom tom denunciado como ato de sabotagem ao Brasil e antipatriotismo declarado.
Aos que alinhados à Romeu Zema, sabotam o Brasil por outros meios, como Flávio Bolsonaro e seu irmão, Eduardo, que recaiam também sobre esses traidores da pátria a vergonha e o descrédito junto ao público.
Quem não sabe que ambos irmãos, tanto um, quanto outro, buscaram causar danos à economia do Brasil visando desestabilizar o país, querendo-o ingovernável, a fim de arrebatar o governo e o poder de seu adversário político, o presidente Lula.
Pera aí, como assim? Então, Flávio Bolsonaro e seus cúmplices buscaram pelo tarifaço decretado pelo governo de Donald Trump intervir na vida econômica e política brasileira tendo no horizonte tornar o país ingovernável para a gestão Lula.
Essas sabotagens tem um nome: traição à pátria.
Aos traidores da pátria, que a vergonha e a indignação popular façam, nas urnas, o devido acerto de contas em outubro.
Aos traidores da pátria: Romeu Zema e Flávio Bolsonaro que, em breve, possam responder à Justiça brasileira, tanto pelo seu patente antipatriotismo, bem como quanto pelo mais hediondo de todos os crimes: tramar na luz ou nas sombras contra a soberania nacional sabotando os interesses pátrios em prol de interesses econômicos estrangeiros.
Charles Gentil
Secretário de Finanças, PED 2025
Ex-presidente do Diretório Zonal PT do Centro, PED 2019


