O Setorial Municipal de Educação do PT de São Paulo, comprometido com a defesa da escola pública, manifesta total apoio à greve dos profissionais da educação da cidade de São Paulo, diante da proposta apresentada pelo governo do prefeito Ricardo Nunes, que não responde às demandas reais da categoria e aprofunda sua desvalorização.
A proposta, até o momento, de Reajuste Geral Anual de 3,51%, parcelada (2% em 2026 e 1,51% em 2027), está aquém da recomposição das perdas inflacionárias. No caso do Quadro dos Profissionais da Educação (QPE), o anúncio de 5% apenas sobre o piso inicial, restrito à categoria 1 e sem incorporação na carreira, fragmenta direitos, desestrutura a progressão funcional e desestimula a permanência na rede.
É fundamental reafirmar que os profissionais da educação são mães, pais, filhos e filhas, trabalhadores e trabalhadoras que constroem diariamente a escola pública na cidade de São Paulo. São esses sujeitos que sustentam, com seu trabalho cotidiano, uma rede que se consolidou como referência de qualidade para outras redes públicas.
Cabe destacar, inclusive, que o próprio Executivo municipal reconhece a rede direta de ensino como referência de qualidade.
É, portanto, incoerente que, ao mesmo tempo em que se afirma a centralidade e a qualidade da rede direta, sustentada pelo trabalho cotidiano dos profissionais da educação, apresente-se uma política salarial que não promove a valorização concreta desses trabalhadores e trabalhadoras. Tal postura revela um descompasso entre o discurso institucional e as condições reais oferecidas aos educadores.
Manifestamos também veemente repúdio ao deboche e ao comportamento inadequado por parte do chefe do Poder Executivo municipal, ao tratar com desrespeito um ato legítimo de manifestação. A liberdade de organização e mobilização dos trabalhadores é um direito democrático e exige postura institucional responsável, especialmente por parte de quem ocupa o mais alto cargo da administração municipal.
Ricardo Nunes, respeite os profissionais de educação.
Portanto, apoiar a greve é defender a dignidade dos profissionais da educação e o direito da população a uma escola pública de qualidade, democrática e socialmente referenciada.
Maria Filomena de Freitas
Coordenadora do Setorial Municipal
Educação do PT de São Paulo


