Duas dimensões da vida humana podemos dizer que são a Fé e a Política. A Fé como a expressão de crença num Transcendente que nos inspira e orienta. A etimologia da palavra Política, que tem origem no grego antigo politiká (Pólis) e politeia (assuntos da cidade, cidadania). Refere-se à arte de governar, gerir e organizar a vida em comunidade, tudo que nela existe a natureza, os seres humanos e suas relações.
Fé e Política nos movem a compromissos em favor da transformação social e a construção de uma paz que leva em conta a autodeterminação e soberania dos povos e relações amistosas entre as pessoas, grupos e comunidades.
Em relação à questão da Fé que se expressa nas várias tradições religiosas deveriam superar divisões, diferenças e em vista da construção de uma sociedade justa, fraterna e de paz duradoura. E não ser usada como pretexto de guerras e violências.
Quando várias religiões se unem com um mesmo objetivo, como paz, justiça social e ajuda humanitária, mantendo suas identidades inclusive se abrindo ao diálogo à cooperação múltua é o que chamamos de diálogo interreligioso, o que se mostra desejável e altamente produtivo. Aliás, é um dos nossos objetivos do Setorial Interreligioso do PT Municipal de São Paulo, ou seja, a promoção desses diálogos.
Em relação à política que também deveria servir ao bem comum, através de políticas públicas em vista da diminuição da desigualdade e a inclusão de todos sem distinção de raça, classe social, gênero, etc e não pela busca de vantagens e benesses pessoais.
Podemos inclusive relembrar alguns protagonistas desse diálogo interreligioso que tem sido uma experiência muito positiva. Destacamos a Monja Coen, é uma Monja zen Budista Brasileira. Também Sheik Muçulmano Rodrigo Jalloul, que tem uma trajetória única pois foi palhaço no circo da família e se converteu ao Islamismo, tornando-se o primeiro brasileiro a se formar em escolas religiosas Xilitas no Irã e atuando na Zona Leste de São Paulo. Além de alguns espíritas, fundamentados em kardec defendem um “socialismo progressista”, focado na transformação social e na igualdade. Ainda podemos lembrar localmente do padre Júlio Lancelloti, incansável na busca deste diálogo, além do Papa Leão XIV que empreende essa missão a nível mundial.
Como breve e despretensiosa conclusão podemos lembrar da fala de um desses personagens – Papa Leão XIV que em suas intervenções, ele reforçou que as religiões não devem ser usadas como armas e condenou o uso da fé para justificar guerras e violências e finaliza dizendo: “Num mundo onde as divisões e as guerras semeiam dor e morte entre as nações, até mesmo nas famílias, o nosso viver unidos e em paz é um grande sinal”
Coordenação do Setorial Interreligioso do PT Municipal de São Paulo. Jucelino Brandão
Armindo Boll.


