Neste 27 de janeiro, Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, reafirmamos o dever coletivo de lembrar, estudar e ensinar o que acontece quando o ódio é normalizado e quando o próprio Estado pratica essa política ou é conivente e a sociedade permite que a desumanização vire regra.
O Holocausto não foi um “acidente” da história: foi resultado de propaganda, racismo, antissemitismo, autoritarismo e da perseguição sistemática a quem era considerado “indesejável”. Por isso, a memória não é só homenagem — é alerta. A maldade sempre encontra caminho quando há silêncio, indiferença e conivência.
Infelizmente, ainda hoje vemos pessoas banalizando símbolos e gestos nazistas, defendendo o fascismo, e reproduzindo violências que atacam a dignidade humana: discriminação, racismo, xenofobia, misoginia, LGBTfobia e outras formas de intolerância. Isso não é “opinião” — é ameaça à democracia e aos direitos fundamentais, mas não apenas isso.
Hoje, assistimos estarrecidos, governos praticarem a mesmas política nazista do passado: o genocídio praticado pelo estado de Israel contra o povo palestino, submetidos à fome, ao frio, ao confinamento, aos assassinatos, tudo isso com a conivência da maior parte das nações; também vemos o governo dos EUA, de Trump, praticarem violências brutais contra os imigrantes que estão no seu território: forças policiais (ICE) agindo fora de qualquer controle legal, invasão de casas, sequestros, assassinatos, prisões ilegais, inclusive de crianças, deportações.
A resposta do nosso Partido e do nosso governo precisa ser firme: educação em direitos humanos, valorização da diversidade, combate à desinformação e responsabilização de quem promove ódio e violência, rompimento de relações diplomáticas e comerciais com países que praticam o genocídio. Lutar para que esse horror nunca mais aconteça é um compromisso diário, com coragem, solidariedade e democracia;
SMDH – Setorial Municipal de Direitos Humanos
Partido dos Trabalhadores – São Paulo – SP
São Paulo, 03/12/2025


