Lula pede liderança do IBAS em Inteligência Artificial e questões globais

Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, neste domingo (23), que o Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBSA) assuma a vanguarda no debate sobre Inteligência Artificial (IA) e utilize seu peso como bloco de grandes economias emergentes para liderar questões centrais da agenda internacional.

A declaração foi feita durante a 6ª Cúpula de Líderes do IBAS, realizada virtualmente. Lula destacou que a união dos três países é fundamental para moldar um futuro mais justo e equitativo, garantindo que novas tecnologias e bens essenciais sejam acessíveis a todos, e não apenas às nações dirigidas.

O presidente ressaltou a necessidade de o IBAS não apenas acompanhar, mas liderou uma discussão sobre IA, garantindo que seu desenvolvimento e aplicação respeitem os direitos humanos, promovam a inclusão digital e combatam as desigualdades. “Não podemos permitir que a Inteligência Artificial amplie o fosso entre países ricos e pobres. O IBAS deve estar na vanguarda, defendendo uma governança global da IA ​​que seja democrática, transparente e focada no bem-estar social”, disse.

Além da IA, Lula propôs que o IBAS fortaleça sua atuação em diretrizes específicas para o Sul Global. Segundo ele, o peso do bloco deve ser utilizado para influenciar debates sobre o fortalecimento da democracia, dos direitos civis e sociais, da saúde global — com liderança na produção e distribuição de vacinas, medicamentos e insumos — e da defesa do trabalho decente, que garanta dignidade aos trabalhadores e enfrente a precarização.

“O IBAS tem uma responsabilidade histórica. Somos a voz de bilhões de pessoas e devemos canalizar essa força para reformar as instituições internacionais e criar um mundo mais equilibrado, em que a cooperação prevaleça sobre a competição predatória”, afirmou Lula.

A posição do governo Lula reforça o compromisso do Brasil em fortalecer os laços de cooperação Sul-Sul e posicionar o IBAS como um ator-chave na construção de uma nova ordem mundial multipolar.

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