PT volta a presidir Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito da USP em São Paulo
Após segundo turno acirrado, a chapa “Candeia”, da presidente Rita Lara, do coletivo petista ParaTodos e Caravana do PT é eleita com quase 700 votos
Rita Lara é a nova presidente eleita do Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), um dos maiores do Brasil, assumindo o cargo com a chapa “Candeia”. A entidade já foi presidida por nomes como o atual Ministro da Fazenda Fernando Haddad, com quem Rita compartilha a afiliação partidária, sendo mais uma petista a liderar o CA. Personalidades ilustres, como as escritoras Lygia Fagundes Telles e Hilda Hilst, também estão ligadas ao Centro Acadêmico.
Estudante de direito e integrante do coletivo estudantil interno do PT, a ParaTodos, e do agrupamento interno da tendência majoritária, Construindo um Novo Brasil (CNB), o Caravana do PT, Rita Lara e a chapa Candeia venceram a eleição na madrugada desta sexta-feira (14/11). Eles derrotaram a chapa adversária, que era a então direção do centro acadêmico, “União e Reconstrução”, por uma diferença ampla de 671 votos a 435.
“Em toda a nossa campanha, enfatizamos a unidade estudantil como crucial para alcançar o máximo de pautas de interesse dos estudantes. Buscamos uma faculdade de direito que ofereça condições de permanência, que promova o diálogo e a ação, e que, acima de tudo, esteja alinhada com a democracia, a verdadeira liberdade e a ausência de oportunismo”, afirmou a nova presidente eleita, Rita Lara.
A disputa não foi fácil e foi marcada por grandes debates. No final do primeiro turno em que a chapa adversária “União e Reconstrução” saiu na frente, prints de um grupo interno no whatsapp deles vazaram e nas mensagens continham ataques homofóbicos contra o estudante e estagiário parlamentar, Henrique Pupio, que estava na chapa “Candeia”.
“Nossa chapa demonstra que a gestão anterior, embora se apresente como progressista, possui em sua origem setores profundamente conservadores da nossa faculdade. Isso ficou ainda mais evidente após os ataques que sofri. Almejamos uma universidade livre de preconceitos e aberta para todos, todas e todes”, declarou Henrique Pupio, que foi vítima de homofobia pela chapa adversária.
A chapa “União e Reconstrução” contava com o apoio de setores da executiva da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União da Juventude Socialista do PC do B. No segundo turno, a chapa Candeia angariou apoio de movimentos ligados ao PSOL, grupos independentes da faculdade e, maciçamente, do PT.


