Ao lado de aliados e ministros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a mencionar, nesta quinta-feira, 19, os efeitos do conflito que se espalha pelo Oriente Médio. “Temos que fazer o sacrifício para tentar evitar que essa guerra do Irã chegue ao prato do feijão com o arroz do povo brasileiro”, afirmou o presidente, durante a cerimônia de abertura da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo.
Lula expôs as consequências para a economia global do ataque do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, ao Irã. O presidente destacou, ainda, as medidas tomadas pelo Governo do Brasil para proteger os trabalhadores da alta do petróleo e a indisposição dos governadores em reduzir o ICMS sobre o diesel.
“Nós vamos fazer todo o esforço que a gente quer fazer, tudo o que o Governo Federal puder fazer, a gente vai fazer. Tudo. E também pedir para os governadores. Os governadores poderiam fazer uma isenção do ICMS. Poderiam fazer para não permitir o aumento. E o Governo Federal se dispõe a devolver para eles metade da isenção que eles fizerem. Nós vamos pagar metade”, disse Lula.
O Governo Federal apresentou aos estados esta semana uma proposta para zerar temporariamente o ICMS sobre a importação de diesel. O objetivo é que a medida reduza o impacto da alta do combustível para a população. O impacto para os estados será uma renúncia aproximada de R$ 3 bilhões por mês e a União se compromete a compensar 50% dessa perda. Além disso, o Governo Lula também anunciou a isenção de PIS/Cofins para segurar o preço do diesel.
Respeito aos povos
Lula lamentou os gastos militares dos países desenvolvidos, quase US$ 3 trilhões em 2025, e a obsolescência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para lidar com os litígios da atualidade. De acordo com o presidente, “o mundo precisa de paz, educação e comida, não de guerra”.
“Eu nunca pedi para ninguém concordar com o regime do Irã. Eu, mesmo, não concordo. Mas a gente precisa aprender a respeitar a autodeterminação dos povos. Nós temos que aprender a respeitar a integridade territorial dos países. A gente não pode ter alguém achando que é dono do mundo e levanta de manhã: eu vou tomar a Groenlândia, eu vou tomar o Canal do Panamá, eu vou tomar Cuba, eu vou tomar a Venezuela”, afirmou, em referência às pretensões do presidente norte-americano Donald Trump.
Governo para o povo, não para amigos
Lula também defendeu uma boa relação com estados e municípios e garantiu receber todos os prefeitos respeitosamente, independentemente da ideologia. “Eu poderia fazer como sempre se fez no Brasil: de qual partido é esse prefeito? Ah, ele não é do meu partido, então ele não tem dinheiro”, pontuou.
“Eu não aprendi a fazer política assim. A escola que eu aprendi, da vida, da minha mãe, do sindicato e do meu partido, não me ensinou a fazer assim. Eu não fui eleito para governar para os meus amigos do PT. Eu fui eleito para governar para o povo brasileiro e, portanto, nós atendemos a todas as pessoas”, completou o presidente.
Da Rede PT de Comunicação, com informações do Governo Federal.


