Os diretórios municipal e estadual do PT São Paulo realizarão, no próximo sábado, 6 de dezembro, o Encontro de Mulheres “Clara Charf”. O evento tem como objetivo eleger as próximas Secretarias Municipal e Estadual de Mulheres e as delegadas para o Encontro Nacional.
O evento será realizado em formato híbrido, permitindo a participação presencial ou virtual. Atenção: a participação é exclusiva para as mulheres previamente credenciadas!
Para as participantes que optarem pela modalidade presencial, o encontro terá início às 9 horas no Palácio do Trabalhador, localizado na Rua Galvão Bueno, 782, próximo à estação São Joaquim do metrô.
6 de dezembro (sábado) – a partir das 09h
Palácio do Trabalhador – R. Galvão Bueno, 782, Liberdade, SP
Evento híbrido (o link será disponibilizado pelo DN para as mulheres credenciadas)
✨ Homenagem a Clara Charf (1925–2025)
Programação do Encontro:
9h00 – Recepção
10h00 – Abertura oficial
10h30 – Análise de conjuntura
11h30 – Aprovação do Regimento Interno
12h00 – Lanche
13h00 – Diretrizes de organização nos movimentos sociais e eleições 2026
14h30 – Debate e aprovação da tese
15h30 – Plenária de aclamação dos coletivos municipais, estadual e das secretárias
16h00 – Encerramento
Credenciamento até 15h30.
Os debates ocorrerão no período da tarde.
Clara Charf: Vida e Luta por Direitos
Clara Charf iniciou sua militância política aos 20 anos, filiando-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) aos 21. Foi no partido que ela conheceu Carlos Marighella, seu futuro companheiro de vida e luta. Ao lado dele, Clara dedicou-se à militância pelo comunismo nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial e, posteriormente, à resistência contra a ditadura civil-militar instaurada em 1964.
Clara integrou a Ação Libertadora Nacional (ALN), organização de combate fundada por Marighella em 1967, que se tornou um dos principais alvos do regime. O relacionamento do casal durou de 1948 até 1969, ano em que Marighella foi assassinado por agentes da ditadura, em uma ação coordenada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury. Após a morte do companheiro, Clara se exilou em Cuba, onde viveu por dez anos com identidade falsa e trabalhou como tradutora.
Com a Lei da Anistia, em 1979, Clara retornou ao Brasil. Ela se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT) logo no início da sua fundação, pelo qual se candidatou a deputada federal em 1982 e permaneceu filiada até o seu falecimento que ocorreu em novembro deste ano (2025). Clara foi uma notória militante feminista, atuando na Secretaria de Mulheres do partido e no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, além da sua atuação no PT, ela também presidia a Associação Mulheres Pela Paz, entidade que fundou em 2003 com o propósito de combater a violência e dar visibilidade ao trabalho feminino.
Redação do PT São Paulo com informações do site: https://memoriasdaditadura.org.br/


