Organizações sindicais, movimentos populares e entidades de direitos humanos convocam um ato em São Paulo neste sábado, 14 de março, às 15h, nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo, na Praça Ramos de Azevedo. A mobilização integra a Jornada Continental pelo Direito a Migrar, pelos Direitos dos Migrantes e pela Soberania, que ocorre entre os dias 8 e 14 de março em diversas cidades das Américas. 
Com o lema “Migrar não é crime, é um direito”, a jornada busca denunciar políticas migratórias consideradas violadoras de direitos humanos e reforçar a defesa da livre circulação de pessoas, da dignidade dos migrantes e da soberania dos povos. A iniciativa reúne trabalhadores, jovens, organizações sociais e comunidades migrantes em diferentes países do continente. 
Os organizadores também apontam para o crescimento de mobilizações internacionais contra políticas anti-imigração, especialmente nos Estados Unidos, e defendem a ampliação da solidariedade entre os povos diante de medidas que resultam em deportações em massa e perseguição a migrantes.
Na capital paulista, o ato é impulsionado pelo Comitê Paulista da Jornada Continental, formado por entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Partido dos Trabalhadores (PT), o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), além de sindicatos, centros de apoio a migrantes e organizações de comunidades imigrantes. Entre elas estão o Centro Pastoral de Apoio ao Migrante (CAMI), a Federação Bolivianos Unidos do Brasil, a União Social de Imigrantes Haitianos e redes de trabalhadores imigrantes e refugiados.
Também participam coletivos de comunicadores, organizações de apoio à população migrante LGBTQIA+, associações comunitárias e representantes de comunidades sírias, africanas e indígenas.
A mobilização em São Paulo faz parte de uma articulação internacional construída por delegações de diversos países durante a Conferência Continental pelo Direito de Migrar, realizada em 2025 na Cidade do México. O objetivo é fortalecer a defesa do direito de migrar e da autodeterminação dos povos em todo o continente. 
Os organizadores convocam movimentos sociais, sindicatos, juventudes e organizações da sociedade civil a participarem do ato e fortalecerem a jornada na capital paulista. Segundo o chamado unitário, a luta pelos direitos dos migrantes está diretamente ligada à defesa da dignidade humana e da soberania das nações.


