O dia 8 de janeiro precisa ser lembrado todos os anos como uma data de luta em defesa da democracia brasileira. Não se trata apenas de recordar um episódio isolado, mas de manter viva a memória de um ataque grave às instituições e à vontade popular. Naquele dia, bolsonaristas inconformados com o resultado das eleições invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, numa tentativa explícita de romper a ordem democrática.
Atacar os três Poderes é atacar o próprio povo brasileiro. É negar o direito ao voto, à escolha coletiva e ao funcionamento das regras que organizam a vida em sociedade. Por isso, o 8 de janeiro deve ser compreendido como um marco histórico que nos convoca à vigilância permanente e ao compromisso com a democracia.
Em 2026, essa data carrega um significado ainda mais forte. Há um sentimento de justiça sendo reafirmado com a responsabilização dos envolvidos na trama golpista, incluindo a prisão de Jair Bolsonaro e de coronéis que atentaram contra a democracia e chegaram a planejar a morte do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. Ninguém está acima da lei. A democracia se fortalece quando os crimes contra ela são punidos.
Defender a democracia também passa pela disputa de narrativas. É fundamental ocupar as redes sociais, dialogar e explicar de forma simples o que está em jogo. Democracia significa poder votar, se expressar, trabalhar, estudar e viver sem medo. Significa ter instituições que funcionam e protegem a população.
Além da democracia, é preciso falar de soberania nacional. O ataque de 8 de janeiro também foi um ataque à soberania do Brasil, às suas decisões e à sua independência. O governo Lula respondeu à altura, reafirmando o papel do Estado, fortalecendo as instituições e recolocando o Brasil no caminho do respeito à Constituição.
Lembrar o 8 de janeiro é um ato político, pedagógico e necessário. É dizer, todos os dias: sem anistia para golpistas, sem tolerância com o autoritarismo e compromisso permanente com a democracia e a soberania nacional.
Presidente do PT Municipal de São Paulo
Hélio Rodrigues


