Conheça e colabore com o livro: “Querido Diário da República”

Querido Diário da República é um livro com olhar singular. Surgiu despretensiosamente na rede social, ao Ana Clara relatar diariamente os acontecimentos da nossa finada república. A ideia era desopilar a angústia de viver nesse (des)governo, mas o caos se alastrou de tal forma que se tornou uma prática permanente. Além disso, os protestos que ocorreram contra o vazamento de áudios que comprovaram a parcialidade e interesse político na Lava Jato intensificaram essa necessidade.

Foi mais do que suficiente para remeter à Alegoria da Caverna de Platão, cujo conceito traz a ideia de pessoas presas assistindo à sombra de um mundo real. Mas nesse caso, as pessoas preferiram continuar vendo as sombras do que ouvir o despertar da realidade.

Tornar os relatos diários em um livro não foi pelo desejo pessoal, mas pela necessidade somada a uma profunda angústia de como vão contar e registrar a nossa história. Nascia uma dúvida, um questionamento que ecoava em busca de respostas: o que será contado daqui dez, vinte anos? Bom, passaram-se pouco mais de 30 anos depois da Ditadura e hoje vemos protestos pedindo intervenção militar – isso porque tentam usar a reescrita da história, tão presente em obras como 1984, de George Orwell, para tentar ressignificar um passado sombrio e trágico, transformando-o em algo bom.

Diante do acirramento do autoritarismo e de um país que parece mergulhado em um mar de tragédias e esquecimentos, o Querido Diário da República serve como cerdas para escovar a história a contrapelo, e na contramão de tanta desinformação e banalidades que acontecem com o (des)governo todos os dias, resolveu olhar com indignação para o que se mostra e não deixar que emudeçam a verdadeira história futuramente.

O livro traz um apanhado de crônicas diárias dos principais acontecimentos políticos do dia a dia brasileiro. São relatos que, muitas vezes irônicos e satíricos, lançam o leitor numa jornada desconfortável com a verdade tão escrachada. É como navegar num mar de ânsia e angústia que reflete o estorvo, mas reforça a mensagem mais importante que o projeto poderia ter: A GENTE NÃO PODE ESQUECER.

Esta campanha tem como objetivo financiar o livro Querido Diário da República, de Ana Clara Ferrari, um verdadeiro diário das coisas mais bizarras que aconteceram no (des)governo do Brasil em 2019 e que muitas vezes são esquecidas diante de tantas outras informações.

Sobre a autora

Ana Clara Ferrari é jornalista formada pela FACAMP, pós graduada em Gestão Pública pela FESP/SP. Trabalhou nas rádios Globo e BandNews e, nos últimos anos, tem atuado no poder público. Feminista, a autora é apaixonada por literatura e mapas, e gosta de análise política. Nascida em Lorena, interior de São Paulo, ela já morou em Belo Horizonte – MG e agora vive na capital paulista.

Toda a sua carreira profissional é voltada para o trabalho de comunicação a serviço do interesse público, seja no chão de redação de grandes veículos, seja a serviço da população ou no terceiro setor. Já sentou em diversos lados do balcão da informação e conhece de perto as diversas camadas de consumo de notícias. Acompanhou estarrecida, como todo o país, os acontecimentos de 2019 e passou a registrá-los em um diário nas redes sociais. O que era para ser uma forma de desopilar a angústia e sobreviver ao bombardeio da barbárie se tornou um instrumento de resistência. Se é possível ter cerdas na escova de contrapelo da história, o Querido Diário da República certamente está entre elas.

Orçamento

Para o projeto, a arrecadação será dividida para os seguintes fins:

45% produção gráfica editorial

25% remessa

15% recompensas

15% promoção e lançamento

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