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FLÁVIO: O QUE PERDEMOS. LULA: O QUE PODEMOS GANHAR, por Francisco Chagas

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Divulgação

Três sentimentos mobilizam os seres humanos: o ódio, o medo e a esperança.

A extrema direita explora o ódio.
O medo pode paralisar, mas também pode nos tornar conscientes dos riscos e nos levar à ação. A esperança, por sua vez, precisa apontar um futuro pelo qual valha a pena lutar.
Nossa campanha mostrou conquistas importantes, mas precisamos falar com mais força sobre o que está em jogo e o que ainda podemos realizar.
O QUE PODEMOS PERDER
Quando se fala em cortar bilhões de reais para satisfazer o mercado financeiro, a pergunta é direta: cortar onde? Quem vai pagar essa conta?
Se os cortes atingirem as políticas públicas, os mais pobres serão os primeiros a sofrer. Estão em risco o acesso a medicamentos gratuitos, a segurança alimentar, os programas habitacionais e as políticas que protegem as famílias dos altos custos da energia, dos combustíveis e do transporte.
Também está em jogo a soberania nacional. Nosso petróleo, nossa energia e nossas riquezas devem servir ao desenvolvimento do Brasil e ao bem-estar da população.
Na segurança pública, precisamos enfrentar o crime organizado com inteligência, investigação e integração policial, sem tolerar vínculos entre agentes públicos e organizações criminosas.
Precisamos mostrar com clareza o que cada candidatura representa e quais são as consequências de nossas escolhas.
O QUE PODEMOS GANHAR
A reeleição de Lula deve abrir um novo ciclo de conquistas sociais, com propostas capazes de melhorar a vida cotidiana.
Tarifa Zero é o transporte público gratuito para ampliar o acesso ao trabalho, à educação, à saúde e à cultura, reduzindo o peso das tarifas no orçamento familiar.
Cartão Brasil, um crédito com juros reduzidos para a compra de alimentos e produtos essenciais, com limites responsáveis e proteção contra o superendividamento. A necessidade de alimentar a família não pode se transformar em uma dívida permanente.
Fim da escala 6×1 porque o trabalhador não vive apenas para trabalhar. Precisa de tempo para a família, o estudo, o descanso, a saúde, a participação comunitária ou simplesmente para fazer o que deseja. O tempo de vida pertence ao trabalhador.
Medicamentos gratuitos e fortalecer o SUS ampliando o acesso aos tratamentos, para que ninguém precise escolher entre comprar remédios e colocar comida na mesa.
Proteção às mulheres e às crianças ampliando o apoio às mulheres responsáveis pelo sustento familiar, com renda, creches e oportunidades de trabalho.
Casa própria fortalecendo os programas habitacionais e ampliar o acesso à moradia digna para as famílias de baixa renda.
Reforma do Judiciário para combater conflitos de interesses e vantagens indevidas, dando transparência às agendas e reuniões, acabar com penduricalhos ilegais e responsabilizar abusos. A Justiça precisa ser independente, sem privilégios e igual para todos. Julgamentos devem se orientar pelas leis, pelas provas e pelo direito de defesa, não pela pressão das mídias ou das redes sociais.
Essas propostas precisam de metas claras, com financiamento sustentável e compromisso de realização.

A ESPERANÇA PRECISA ENTRAR EM MOVIMENTO
O eleitor precisa enxergar como a política pode melhorar sua vida: no dinheiro que sobra no fim do mês, no acesso à saúde, na conquista da moradia, no direito de usar o próprio tempo e na certeza de que a Justiça vale para todos.
Mas essa esperança não se realiza sozinha.
O segundo turno se decide também nas conversas de família, no trabalho, nas universidades, nos bairros e em cada encontro entre pessoas dispostas a debater o futuro do Brasil.
É hora de conversar, ouvir, esclarecer e mobilizar. Mostrar o que está em risco, apresentar as conquistas possíveis e transformar a indignação em participação.
Cada conversa importa e cada pessoa mobilizada pode fazer a diferença. Cada voto é uma escolha sobre o país que queremos construir.
Não podemos deixar o medo nos paralisar nem permitir que o ódio ocupe todo o espaço da política. Precisamos transformar a consciência dos riscos em ação coletiva e a esperança em compromisso.
Vamos à luta! Defender direitos, conquistar novos avanços e construir um Brasil mais justo, soberano e democrático é tarefa de todos nós.
O futuro não está pronto. Depende da nossa capacidade de agir juntos.

SP 09/out/ 2026
FRANCISCO CHAGAS

cientista social, vice-presidente do PT Paulista, ex-deputado federal e vereador

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