Francamente, quem Donald Trump pensa que é ? Que pretensão é essa de Donald Trump de se intrometer em assuntos internos do Brasil?
Durante a Cúpula do G7, na cidade Évian-les-Bains, na França, Donald Trump, na condição de extremista de direita que é, fez menção a condenação de Eduardo Bolsonaro e já, ali, buscou disseminar confusão e desinformação.
De acordo com Donald Trump, apesar de ir bem nas pesquisas de intenção de votos, ouviu dizer que prenderam ou pretendem prender o presidenciável da família Bolsonaro por uma declaração feita no Texas.
Assim, propositadamente, Donald Trump confunde Eduardo com Flávio Bolsonaro e refere-se a prisão, quando, na verdade, neste momento, Eduardo Bolsonaro (que atualmente vive em uma mansão nos Estados Unidos) foi condenado, uma vez que, ainda não houve o trânsito em julgado e, portanto, ainda cabe recursos, os chamados embargos de declaração.
A confusão e desinformação plantada por Trump quanto a condenação tem uma intenção clara: lançar desde já uma eventual suspeita quanto a credibilidade das eleições no Brasil.
Tanto é assim que, ao dizer numa confusão meticulosamente forjada, que um candidato da oposição e supostamente cacifado por pesquisas é preso ou que se pretende prendê-lo por declarações feitas no Texas ( sabendo-se que o acontecimento atual da condenação não se referia nem a prisão, nem a Flávio Bolsonaro) há, com isso, a tentativa de descredenciar o processo eleitoral brasileiro e mais: trata-se de um recado de Donald Trump visando blindar o irmão de Eduardo Bolsonaro.
Desta forma, focado nas eleições brasileiras, Donald Trump comentou a condenação de Eduardo Bolsonaro, designando o Brasil como um país politicamente difícil e usou o episódio estrategicamente para comentar o que ele julga poder ocorrer com Flávio Bolsonaro que, em atitude idêntica a de, Eduardo, seu irmão, busca sabotar o Brasil em prol dos Estados Unidos.
E não deve ser esquecido, nem perdoado, que foi na Conferência da Ação Política Conservadora ( CPAC) ocorrida no Texas, em 28 de março de 2026, que Flávio Bolsonaro (autointitulando-se um Bolsonaro aprimorado, um Bolsonaro 2.0) pediu “pressão diplomática” sobre o Brasil visando assegurar eleições “livres e justas”( como se no Brasil não houvesse eleições livres e justas). Em seguida disse: “E este é um grande desafio. Se o nosso povo puder se expressar livremente nas redes sociais e se os votos forem contados corretamente, nós venceremos”( leia após meu artigo, o discurso completo de Flávio Bolsonaro no Texas).
Ou seja, para Flávio Bolsonaro, conforme declaração no Texas, além de vender a ideia de que será o mais perfeito dos aliados dos Estados Unidos (leia-se: marionete), não há outro resultado possível que não seja sua vitória nas eleições e para assegurar tal resultado pede pressão diplomática dos Estados Unidos e diz, cinicamente, que isso não trata-se de interferência.
Ora,ora,ora. Aí está o embrião que pretende justificar futuros atentados dos Estados Unidos contra a soberania do Brasil, antes, durante e após as eleições de outubro.
A oferta de minerais críticos e de terras raras para reduzir a dependência norte-americana da China é a moeda de troca no balcão da barganha, em que Flávio Bolsonaro, apresenta sua ascensão à presidência do Brasil como contrapartida no negócio.
O custo desse negócio com o governo Trump é evidente: sacrificar a soberania do Brasil em nome do poder, enquanto presidente, para distribuir indultos aos criminosos do 8 de Janeiro.
Com efeito, as autoridades competentes, não devem temer a suposta blindagem de Flávio Bolsonaro, sob as saias de Donald Trump.
As autoridades brasileiras e legitimamente constituídas devem reunir, escrutinar e cotejar dados que evidenciem a atuação de Flávio Bolsonaro no que se refere ao primeiro e segundo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil e todo e qualquer indício que torne nítido a sabotagem internacional contra nossa nação e, particularmente, no que se refere a atentados contra a economia brasileira, bem como qualquer articulação de Flávio Bolsonaro com o governo norte-americano e que caracterize interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil.
E, assim, havendo comprovação de práticas lesivas contra o nosso país promovidas por Flávio Bolsonaro deverá, então, o senador ser devidamente responsabilizado por isso.
O que não se pode é deixar atos de traição à pátria serem continuamente aprimorados e persistentemente renovados contra o país, pois, isso conduzirá a um inevitável ponto de não retorno trazendo consequências ainda mais danosas ao Brasil.
Por outro lado, a condenação de Eduardo Bolsonaro é bastante emblemática de que as autoridades brasileiras não se vergam a pressões estrangeiras.
E isso é um ato poderoso em defesa da soberania nacional e deve ser reconhecido por todo autêntico patriota.
Pelo andar da carruagem, em breve, a família Bolsonaro inteira estará onde merece: na cadeia.
Em defesa da soberania nacional o melhor antídoto consiste em imputar responsabilidades aos traidores da pátria e fazê-los pagar por seus crimes hediondos.
Que Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, em breve, possam fazer companhia ao pai.
Nunca antes na história desse país, a imputação de responsabilidades aos traidores da pátria esteve tão estreitamente vinculada a defesa da soberania nacional, quanto nos dias atuais.
Por isso, hoje, mais do que nunca, espera-se que os membros da Suprema Corte, no Brasil, hajam com extrema coragem cívica, e que em nome da soberania nacional,não se curvem a pressões ou chantagens estrangeiras,mas façam valer a lei contra os traidores da pátria,contra esses criminosos organizados e que articulam internacionalmente contra os interesses da nossa nação,para que, assim,sendo a justiça feita,que o Brasil possa repousar em berço esplêndido de desenvolvimento e prosperidade econômica e social.
Charles Gentil
Secretário de Finanças, PED 2025
Ex-presidente do Diretório Zonal PT do Centro,PED 2019
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Discurso completo de Flávio Bolsonaro, no Texas:
“Olá a todos, é ótimo estar aqui. Senhoras e senhores, eu sei que muitos de vocês estão olhando para mim agora e pensando que me reconhecem de algum lugar. Vocês provavelmente estão pensando no meu pai, o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.
Aqui está ele com Donald Trump na Casa Branca em 2019. Eles o chamavam de o Trump dos trópicos porque ele era amado pelo povo e defendia seus valores sem medir palavras. Aqui está ele falando deste mesmo palco na CPAC 2023, quando muitos de vocês lhe deram uma ovação extraordinária.
E aqui está ele na última semana no hospital, onde passou seu 71º aniversário sob prisão, condenado a 27 anos de prisão. Preso por corrupção, como todos os líderes latino-americanos? Não. Preso e condenado por 27 anos, o resto de sua vida, por lawfare, quase idêntico ao que Donald Trump sofreu aqui na América.
A acusação formal é semelhante à que o presidente Donald Trump enfrentou: insurreição. Soa familiar? Mas a razão real é a mesma. O maior líder político do meu país está na prisão por defender nossos valores conservadores sem medo e por se opor ao sistema com tudo o que tinha.
Meu pai lutou contra a tirania da covid. Ele lutou contra os cartéis de drogas. Ele lutou contra os interesses da elite global, contra a agenda ambiental radical, contra a agenda woke que destruiu famílias. Acima de tudo, ele lutou pela liberdade. Meu pai também foi aliado de Donald Trump e o último líder mundial a reconhecer Joe Biden como presidente. Eles tentaram assassiná-lo, assim como tentaram fazer com Donald Trump. Eles não conseguiram. E agora ele está na prisão, assim como Donald Trump estaria se vocês não tivessem lutado com sucesso para salvá-lo.
Nós, brasileiros, ainda estamos lutando porque, quando prenderam meu pai, trouxeram este homem de volta ao poder. As mesmas pessoas que prenderam meu pai tiraram este homem, o ex-presidente socialista Lula da Silva, condenado várias vezes por corrupção, da prisão e o colocaram de volta na presidência. Tudo isso sob uma enxurrada de dinheiro da Usaid e interferência massiva do governo Biden. O resultado: o Brasil está vivendo outra crise econômica devastadora, uma crise de segurança pública com enorme expansão de cartéis narcoterroristas e múltiplos escândalos de corrupção envolvendo até membros da própria família de Lula.
Mas talvez você esteja pensando: por que deveríamos nos importar? Isso é um problema do Brasil. Deixe-me explicar exatamente por que isso importa para a América e para o mundo. Primeiro, não achamos que vocês entendam totalmente a escala do que estamos falando. O Brasil é maior em território do que os Estados Unidos continentais. Temos 220 milhões de pessoas em uma nação que é 90% cristã. Representamos mais da metade de toda a América do Sul em território, população e PIB.
Com todo o respeito aos nossos vizinhos, apenas um estado brasileiro tem uma economia maior do que a 2ª maior economia da região. Controlamos as maiores reservas de água doce do mundo, vastas terras agrícolas que alimentam o mundo e recursos energéticos que poderiam abastecer continentes. Até nossos vizinhos sabem que nossa região não pode prosperar se o Brasil falhar. Qualquer política para a América Latina que não leve o Brasil em conta está condenada ao fracasso.
Mas aqui está o que realmente deve chamar sua atenção. O Brasil será o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será disputado. Porque o Brasil é a solução da América para quebrar a dependência da China em minerais críticos, especialmente elementos de terras raras. Agora, a América ainda depende da China para cerca de 70% das importações de terras raras. E a China controla 70% da mineração global e mais de 90% do refino e processamento.
Por que isso importa? Essas terras raras são essenciais para processadores de computador e para a revolução da IA que está transformando nosso mundo e o equipamento de defesa norte-americano. Sem esses componentes, a inovação tecnológica americana torna-se impossível. E a produção do sistema militar avançado que mantém a superioridade americana cai nas mãos de adversários. Sem eles, a revolução tecnológica da América estagna e a segurança nacional torna-se vulnerável. E quando a América se torna vulnerável, todo o mundo livre se torna vulnerável.
Então, como tem sido a relação do Brasil com os Estados Unidos desde que o homem que Joe Biden e o deep state norte-americano trabalharam tanto para trazer ao poder assumiu o controle? Lula e seu partido são abertamente anti-norte-americanos. Ele fala publicamente sobre minar o dólar como moeda global. Ele alinhou o Brasil com a China em escala massiva. Ele se opôs aos interesses norte-americanos em cada item da política externa, criticando publicamente as ações do presidente Trump na Venezuela, Irã, Cuba e na luta contra o tráfico de drogas.
O mais chocante de tudo. Ele usou forte lobby com assessores dos EUA para evitar que os 2 maiores cartéis de drogas do Brasil fossem classificados como organizações terroristas. Sim, de acordo com um artigo do New York Times publicado ontem, o presidente do meu país faz lobby na América para proteger organizações terroristas que oprimem meu povo, lavam dinheiro e exportam drogas e armas para os Estados Unidos e para o mundo. E há apenas duas semanas, como prova de quão ruins as coisas ficaram, o Brasil sob Lula cancelou o visto do Dr. Darren Beatty, conselheiro sênior para a política do Brasil no Departamento de Estado dos EUA, a posição diplomática americana mais alta para lidar com o Brasil. Algo sem precedentes em nossa história. Tudo porque o Dr. Beatty pediu para visitar meu pai na prisão e avaliar suas condições. Sim, o Brasil agora está expulsando diplomatas norte-americanos.
Agora, eu entendo que o presidente Trump está muito ocupado tornando a América grande novamente e deve manter relacionamentos institucionais com líderes de todos os países, independentemente de suas preferências pessoais. E eu sei que às vezes, cercado por assessores com seus próprios interesses, a imagem fica borrada. Mas estou confiante de que o maior negociador da história pode facilmente ver quem são os verdadeiros aliados do Brasil.
Mas deixe-me compartilhar as boas notícias. Eu disse a vocês, nós ainda estamos lutando. E no final deste último ano, meu pai me deu a maior missão da minha vida: concorrer à Presidência no lugar dele nas eleições de outubro de 2026. E deixe-me olhar nos seus olhos e dizer: nós vamos vencer. E quando eu vencer, o povo brasileiro terá mais uma vez um presidente que luta contra os interesses da elite global, contra a agenda ambiental radical, contra a agenda woke que destrói as famílias, contra os cartéis de drogas e, acima de tudo, luta pela liberdade e pelos valores tradicionais. Um presidente que proclama sem medo que Jesus Cristo é o nosso Senhor.
O Trump 2.0 está sendo muito melhor do que o Trump 1.0, certo? Bem, o Bolsonaro 2.0 também será muito melhor, graças à experiência adquirida durante a presidência do meu pai. Mas a América também terá seu aliado de volta. Brasil e América foram feitos um para o outro. Compartilhamos os mesmos valores judaico-cristãos e temos o que o mundo precisa. A América precisa de cadeias de suprimentos seguras para materiais críticos, um parceiro confiável no hemisfério e um mercado massivo para bens e serviços norte-americanos. E o Brasil precisa de 3 coisas: ajuda no combate aos cartéis de drogas transnacionais, investimentos e tecnologia. Não há nação no mundo que possa nos ajudar com isso melhor do que os Estados Unidos. E estamos alinhados. Ninguém pode nos parar.
Esta é a bifurcação na estrada que a América enfrenta. Ou você tem o aliado mais poderoso do hemisfério, ou um antagonista que se alinha aos adversários da América e torna impossível qualquer política americana para a região.
Então, alguns de vocês estão perguntando como podem ajudar. Eu vou lhes perguntar diretamente. Nós não queremos interferência nas eleições brasileiras, como o governo Biden fez para trazer Lula ao poder. Como eu disse, eu vou vencer porque é a vontade do meu povo. Mas para que essa vontade seja preservada, precisamos de eleições livres e justas. E este é um grande desafio. Se o nosso povo puder se expressar livremente nas redes sociais e se os votos forem contados corretamente, nós venceremos.
Meu apelo aqui, não apenas para os Estados Unidos, mas para todo o mundo livre é este: observem as eleições do Brasil com enorme atenção. Aprendam e entendam nosso processo. Monitorem a liberdade de expressão do nosso povo. E apliquem pressão diplomática para que nossas instituições funcionem corretamente. Em vez de o governo Biden interferir em nossas eleições para insultar um socialista que odeia a América, aplicar pressão diplomática para eleições livres e justas baseadas em valores de origem americana. Essa é uma boa chance de política externa para a região, certo?
Meu pai está na prisão esta noite pelas mesmas crenças que vocês possuem. Mas seu sacrifício não será em vão. No próximo ano, quando eu retornar a este palco como presidente do Brasil, não estaremos apenas celebrando mais uma vitória eleitoral. Estaremos celebrando o nascimento da aliança conservadora mais forte da história do Hemisfério Ocidental. O início de uma nova era onde a liberdade vence. Onde nossos filhos encontrarão um hemisfério que vale a pena defender. Deus abençoe a América. Deus abençoe o Brasil. Muito obrigado.”


