No time com Lula: fim da escala 6×1, por Charles Gentil

Reprodução IA

Depois de fazer um golaço e balançar as redes com um chute certeiro de Justiça Tributária, Lula, beneficiou 25 milhões de pessoas, dos quais 15 milhões receberam isenção total do Imposto de Renda e 10 milhões obtiveram isenção parcial, após aprovação do Projeto de Lei do governo ( PL 1087/2025).

Agora, novamente, a arquibancada lotada com 15 milhões de trabalhadores empregados na escala 6×1 torcem, apreensivos, para que o melhor jogador em campo, marque mais um golaço em defesa dos trabalhadores ao dar um passe para o Congresso, lançando após um drible mais que rápido, urgente, a bola do Projeto de Lei ( PL 1.838/2026) para dentro da grande área.

Ao mesmo tempo, Lula corre com cingado para se posicionar na área e receber de volta a bola do PL do fim da escala 6×1, preparando-se para dar um totozinho na redonda e, com isso, finalizar a jogada na Casa Alta (Senado) quando,ali,for aprovado o PL, ocasião em que, Lula, enfim, lançará a bola do fim da escala 6×1 para o fundo da rede encobrindo, com maestria, o goleiro representado pelos patrões e sindicatos patronais.

Enquanto isso não acontece, 15 milhões de trabalhadores torcem, vibram, mordem os lábios, se inquietam, se emocionam e vão ao delírio, alegres, entusiasmados e confiantes com a movimentação em campo, do artilheiro, camisa mais que 10, camisa 13 de toda uma pátria, de toda uma torcida, unida, esperançosa de mais um golaço que faça brilhar no placar, a conquista de mais um direito aos trabalhadores.

Nas bandeiras da torcida, nas arquibancadas, espalhadas pelo estádio da cidadania, em cada bandeira tremula feliz e intensa a inscrição fim da escala 6×1

E ,ali, na arena da disputa, cada jogador ouve ecoar o grito retumbante da torcida:

– fim da escala 6×1 !!!

A torcida de 15 milhões de pessoas animadas acompanha toda a movimentação de Lula, agitando as bandeiras e esperando ansiosas a jogada ser, por ele, arrematada.

Embora, se, por um lado, Lula, procure, agilizar em até 45 dias a jogada ao chutar a gorduchinha do PL para a área do Congresso esperando, nessa tabelinha, haver urgente aprovação e, assim, ser repassada a redonda do PL para o Senado e, em seguida, receber de volta a bola nessa triangulação de passes para finalizar com o tão esperado gol mais que espetacular: justo.

Por outro lado, porém, os patrões e sindicatos patronais buscam jogar água fria na torcida supondo que o fim da escala 6×1 irá trazer desemprego, aumento de custos em produtos e serviços, além de ser necessário uma transição longa de 4 anos para converter, no Brasil, a escala 6×1 em 5×2.

Haja coração !!! Os patrões e sindicatos patronais enrolam em campo, fazem catimba e buscam truncar o jogo para atrasar mais uma conquista para os trabalhadores.

Do outro lado, porém, o time de Lula, sua a camisa verde-amarela e, patrioticamente, busca fazer uma partida dinâmica, impondo o time do jogo ( e Lula avança na área) para agilizar ao máximo ( e dribla um zagueiro), com a cadência da partida (e passa pelo segundo), e prepara o chute ( haja coração!!!) e Lula ( toca na bola) e chuta a redonda ( meu Deus !!!) e vai converter ( de olho no lance, de olho no lance) e vai converter, vai converter a escala 6×1 no Brasil !!!

Veja no placar abaixo a diferença:

Escala 6×1

  • 6 dias de trabalho
  • 1 dia de descanso
  • 44 horas trabalhadas na semana

===============

Escala 5×2

  • 5 dias de trabalho
  • 2 dias de descanso
  • 40 horas semanais trabalhadas sem redução do salário

Ao jogar pelo fim da escala 6×1, Lula, defende os trabalhadores ampliando em 1 dia, o dia de descanso, conservando o salário e reduzindo, na semana, em 4 horas, as horas trabalhadas.

Assim, em campo, Lula, avança; e progride no jogo com gingado, levando na ponta da chuteira o desejo que o trabalhador tenha mais tempo de descanso e tempo para se dedicar a família e aproveitar a vida.

Lula, corre, com molejo, em campo, quer agilizar a conquista desse direito para os trabalhadores alinhando a pátria com o que há, no mundo, de mais moderno nas relações trabalhistas e em sintonia com o desenvolvimento tecnológico em curso.

Lula, corre para fazer mais um golaço, e, assim, proteger a saúde mental de muitos trabalhadores, que ainda adoecem por excesso de trabalho, que sofrem de estresse permanente ou evoluem para óbito por AVC ou ataque cardíaco.

Daí porque, bate um bolão com a realidade do país, fazendo embaixadinha e com classe, o slogan oficial, lançado em maio, da campanha nacional do governo federal pelo fim da escala 6×1:

Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.

Com isso, dá-se um pontapé decisivo, definitivo, memorável, para reivindicar um direito fundamental para o trabalhador: o direito a ter o tempo livre como uma propriedade a sua disposição.

Lula, tem, por isso, urgência em fazer mais essa justiça acontecer; é, sendo presidente, o melhor jogador, obstinado, que não se acomoda; é, mais uma vez em campo, o jogador leal ao povo brasileiro, que une o time, que une a pátria, que une os cidadãos sob um denominador comum.

Assim, enquanto artilheiro, Lula, almeja construir mais uma vitória ao lado do trabalhador; nesse jogo em que, pelo fim da escala 6×1, todos já estamos escalados para, novamente, sairmos da arquibancada e de torcedores, outra vez, nos convertermos, em protagonistas de nossa própria história: trabalhando menos e, urgentemente, vivendo mais e melhor.

Charles Gentil
Secretário de Finanças, PED 2025
Ex-presidente do Diretório Zonal PT do Centro, PED 2019

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