Ontem, domingo(08.02), após o Planejamento Político-Eleitoral, celebrou-se o 46° aniversário do Partido dos Trabalhadores.
O presidente do PT Nacional, Edinho Silva, em sua análise de conjuntura abordou, entre outros temas, a ascensão do fascismo atual como condicionada pelo empobrecimento das pessoas e o desejo delas de reverter esta situação por meio da prosperidade.
No entanto, a prosperidade é identificada com a extrema-direita, de modo que, de acordo com Edinho( e eu subscrevo), o trabalhador não se identifica com sua categoria, ao contrário, entende-se como empreendedor e, portanto, crê que é empresário de si mesmo, quando, na verdade, é apenas um trabalhador precarizado.
Com efeito, sobretudo, setores da classe média, mas trabalhadores em geral, nessa identificação em que atribuem à extrema-direita, a força política capaz de oportunizar sucesso financeiro é também compreendida como a força política antissistema, sendo que o PT, por sua vez, passa a ser identificado como o partido que representa o sistema; sistema esse que, permanentemente, por tratar-se do capitalismo em crise crônica, empobrece o trabalhador e inclusive a classe média.
Daí porque, isto evidencia, conforme Edinho, que embora haja um esgotamento da democracia representativa meramente criticar as instituições como, por exemplo, criticar o Congresso, apenas aprofundaria a crise, daí porque o PT, por ser politicamente responsável, não envereda por esse caminho, assevera Edinho Silva.
O outro aspecto da análise de conjuntura de Edinho Silva foi uma abordagem interna, ou seja, uma análise para dentro e, portanto, referente, então, a questões às quais entende que o Partido dos Trabalhadores deve debruçar-se sob o risco de que, na história, há exemplos de partidos tão grandes quanto o PT, mas que desapareceram por não fazer, internamente, as mudanças necessárias, tais como:
- que haja no PT um limite do mandato do parlamentar visando,com isso, instituir a transição geracional e,assim,formar-se novas lideranças.
- que se restabeleça o orçamento participativo para que os cidadãos possam decidir sobre a prioridade e o rumo do dinheiro público.
- Que o PT deixe de ser um partido personalista em que a figura do mandato ou do dirigente, muitas vezes, é maior que o partido.
- Ainda é preciso acabar com a fragmentação do partido em mandatos
- Necessidade de investimento em formação política para que o PT continue a ser um partido de massas
Isto porque, em um exercício de autocrítica, Edinho Silva, presidente do PT Nacional, admite que deixando essas questões intocadas, o PT não ganha mais eleições,inclusive, porque as pessoas não querem mais saber daquilo que o PT faz e entrega, uma vez que, o discurso da prosperidade, de acordo com Edinho Silva, venceu e, por isso, é necessário fazer o trabalhador precarizado compreender que a designação de empresário não é compatível com sua condição de sobrevivência.
Após a fala de Edinho, os presidentes dos Zonais também apresentaram, o que consideram fragilidades do Partido dos Trabalhadores, a saber:
- Que os Diretórios Zonais disponham de espaço próprio e recursos para desempenhar a atividade na sua área de abrangência e estabelecer vínculo com a população em seus respectivos territórios.
- Que haja mudança na formatação das reuniões, inclusive, para atrair a juventude
- Atualização dos dados cadastrais de filiados e filiadas objetivando, assim, que participem da vida partidária como militantes.
Com isso, fixar uma data para pensar o Planejamento Político-Eleitoral, bem como adotar um crivo crítico em uma análise de conjuntura que aborda elementos históricos externos ao partido, bem como refletir criticamente sobre os acertos e erros do partido em uma autocrítica que considera as limitações atuais oportunidades para inevitáveis aprimoramentos para,assim,fortalecer o Partido dos Trabalhadores, que é o instrumento legítimo de transformação da classe trabalhadora e que demonstra, por si só, que o Partido dos Trabalhadores, não só está vivo, mas também altamente qualificado para fazer a governança do país e continuar dando oportunidades para que as pessoas possam continuar prosperando em diferentes âmbitos, desde o acesso a educação formal superior, até oportunidades de trabalho e remuneração condizente com a vivência escolar, estímulo à educação do ensino médio via Pé de Meia, superação da fome, inclusão do pobre no orçamento por meio da Justiça Tributária, adoção de transição energética e diminuição dos extremos climáticos conforme COP30, ou seja, uma gama de temas fundamentais para que a prosperidade atinja o conjunto da nação brasileira.
Em seguida, logo após a leitura de documento e sua aprovação por aclamação pelos participantes, celebrou-se com bolo e “parabéns pra você…” o aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores.
Sem cair nem no “já ganhou” e, por outro lado, nem no “já perdeu”, o fato é que o Brasil precisa de um 4° mandato do governo Lula, uma vez que, o Partido dos Trabalhadores é um instrumento necessário e de transformação social da classe trabalhadora.
O Partido dos Trabalhadores tem, plenamente, as condições e capacidade para superar as dificuldades que o atravessa, bem como ultrapassar, nas circunstâncias dadas, as limitações que ora o constituem e devem servir como um poderoso impulso para tornar o Partido dos Trabalhadores ainda mais forte e vibrante e feito habitação cativa no coração e mente de cada brasileiro e brasileira.
Em 2026, Lula, presidente !!!
Rumo ao 4° mandato de Lula !!!
Ao meu querido partido
Ao meu partido querido
Ao partido que amo
Nesta data querida, 46 anos de existência, eu felicito o meu amor
O meu amor, que é meu partido:
Vida longa…
Vida longa ao Partido dos Trabalhadores !!!
Charles Gentil
Secretário de Finanças,PED 2025
Ex-presidente do Diretório Zonal PT do Centro,PED 2019


