Com a prisão preventiva de Bolsonaro, líder de organização criminosa armada que atentou contra o Estado Democrático de Direito, pode-se dizer que a democracia, enfim, respira um pouco mais aliviada e “o sol da liberdade”, ainda de forma tímida, mas “em raios fúlgidos”, certamente já “Brilhou no céu da pátria nesse instante”.
E esta claridade toda que serenamente ilumina o país, esta aconchegante esperança de um calor acolhedor de Justiça que vai sendo feita, esse instante luminoso e vibrante em nossa pátria deve-se, sem dúvida, pelo fato de que: brilha, no céu, esse sol majestoso da liberdade, após a nova configuração de forças no tabuleiro da política ( e ainda há muito a ser feito).
Sim, dia a dia, vamos ficando livres de Bolsonaro; é a proximidade da alforria, a manumissão total que, aos poucos, se anuncia.
E isto na certeza de que, para Bolsonaro, cada passo dado, iluminado,nesta marcha esplendorosa rumo à cadeia, “esse é um pequeno passo para o homem, mas um gigantesco salto para a humanidade”
E se recordo,aqui,a frase dita, em 1969, por Neil Armstrong, dou este salto no passado para combater, no presente,sobretudo, àqueles que vivem com a cabeça e os pés na lua, como Flávio Bolsonaro,que
ainda mantém o desejo tresloucado e truculento de uma nova insurreição antidemocrática.
Na verdade, alguém já deveria ter acordado Flávio Bolsonaro desse surto autoritário (sobretudo, ele, que convocou uma vigília), uma vez que, – e isto esta claro como a neve – a prisão de Bolsonaro já é um exemplo ao mundo (a humanidade inteira) de que o destino reservado aos extremistas de direita deve ser a perda da liberdade já que, os radicais de direita, entendem que liberdade é: o seu salvo conduto para impor, por meio da força e violência, a vontade de perpetuar-se no poder.
E quantos pecados, quantas iniquidades, quantos crimes, ele, Bolsonaro, consentiu ou praticou?, ao concordar com os propósitos sombrios da organização criminosa armada que liderou na tentativa de golpe de Estado(2022) e mesmo, antes, durante seu governo de trevas e horror(Janeiro: 2019-2023), onde pessoas, em plena pandemia, foram empurradas, famintas, para o abismo da fila do osso ou obscuramente negligenciadas em sua saúde.
E mesmo naquele período de trevas opressoras do governo de Bolsonaro, naquela época em que o soluço tirânico da noite parecia não ter fim, naquele perverso instante obscuro e de aparência interminável, mesmo assim, o povo brasileiro não desistiu, não se rendeu e foi, ali, naquele momento difícil – ornado de santas belezas pelos que, na ocasião, detinham o poder – que a mensagem de Isaías 58:10, não só inspirou alento, mas também revelou e denunciou a farsa, e então, tornou-se tudo claro e, enquanto povo, esperou-se que: “a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia” .
Assim, ao contrário do que Flávio Bolsonaro disse em sua convocação para a vigilia, não se está, atualmente, mergulhado nas sombras, mas, no Brasil, vive-se, hoje, o que,ontem, em Isaías 58:10, era já uma promessa: a de que a luz nasceria da escuridão.
E, hoje, de fato, sob a resplandecência da Justiça e seu brilho implacável estão os criminosos que – em tempos idos e nas sombras da impunidade – torturaram um país inteiro e depois também ousaram tentar assassinar a democracia.
Por isso, conforme Isaías 58:10, a luz nasce da escuridão, e de fato, daquelas trevas autoritárias doídas nasceu (como em um parto, um raio), a luz da liberdade e, enfim,vive-se,hoje,o meio-dia daquela escuridão bolsonarista, que um dia, em uma triste noite, se abateu sobre cada um de nós, o que, porém, tornou o povo brasileiro ainda mais forte, pois, viu brotar de si, a luz dos valores democráticos que preza e defende contra as trevas de interesses obscuros que, veementemente, repudia.
Isto evidencia, mais uma vez, o quanto além de estar com a cabeça e os pés na lua, Flávio Bolsonaro despreza a Sagrada Escritura, ao buscar usá-la, interpretá-la, de forma indecorosa, em prol de um projeto político criminoso de permanência no poder do qual, aliás, fez parte.
E para isto, neste intento vergonhoso, mais uma vez, com a cabeça e os pés na lua, ele, Flávio Bolsonaro, busca mobilizar pessoas de bem, brasileiros, de boa-fé, e quer de novo dividir o país, dividir as pessoas, as quais pretende induzir a cometer novos atos ilícitos e novas barbaridades para renovar, assim, a balbúrdia antidemocrática e reeditar a noite detestável da fuzarca autoritária.
Daí porque, Flávio Bolsonaro, deve ser exemplarmente punido à luz da Constituição; afinal, também exibiu à luz do dia e nas redes sociais, a audácia de pretender instaurar a noite de uma nova desordem pública e valendo-se do pretexto da convocação de uma vigília ocultando, portanto, de forma vil, seu objetivo real, que é instigar nova rebelião antidemocrática com o verniz, porém, de uma suposta atividade religiosa.
Aliás, fórmula já deveras conhecida, que adota o mesmo modus operandi, o mesmo princípio, o mesmo padrão, o mesmo script, a mesma peça, o mesmo teatro, a mesma encenação devendo, por isso, recair sobre Flávio Bolsonaro, este agitador inconsequente ou qualquer outro, o mesmo rigor da lei: Flávio Bolsonaro deve ser preso.
E Flávio Bolsonaro deve ser preso para que o sol da liberdade brilhe ainda mais reluzente e continue a iluminar o radiante povo brasileiro que deseja, ardentemente, libertar-se, de todo, da extrema-direita vendo-a, assim, fulminada, pela luz serena e poderosa, da Justiça.
Charles Gentil
Secretário de Finanças,PED 2025
Ex-presidente do Diretório Zonal PT do Centro,PED 2019


