“A independência econômica é a base da independência política. E não há independência econômica sem indústria nacional forte”. Getúlio Vargas
O Brasil vive um momento decisivo para o seu futuro econômico e social. A Nova Indústria Brasil (NIB), lançada pelo governo Lula em 2024, representa mais do que um programa de investimento: é um projeto estratégico de soberania nacional. Após décadas de desindustrialização, perda de competitividade e dependência tecnológica, a NIB recoloca o país no caminho da produção, da inovação e da valorização do trabalho.
A nova política industrial é a base de um modelo de desenvolvimento soberano, que combina crescimento econômico com sustentabilidade, tecnologia e inclusão social. Com investimentos públicos e privados que ultrapassam R$ 1,6 trilhão até 2029, a NIB busca modernizar o parque produtivo nacional, fortalecer as cadeias de valor e gerar milhões de empregos qualificados. É uma resposta concreta à crise do modelo neoliberal que enfraqueceu a capacidade produtiva do Estado e concentrou riqueza nas mãos de poucos.
Ao priorizar setores estratégicos — como saúde, defesa, energia limpa, mobilidade sustentável e transformação digital —, o governo Lula afirma que o Brasil não pode ser apenas exportador de commodities, mas deve dominar tecnologias, produzir conhecimento e garantir autonomia em áreas essenciais. Isso é soberania: decidir o próprio destino, produzir o que consome e ter força para disputar espaço nas cadeias globais de valor.
A NIB também é um instrumento de inclusão social. A política aposta na inovação e na transição energética sem abandonar o compromisso com o povo: fomenta a agricultura familiar, incentiva pequenas e médias empresas, cria empregos de qualidade e valoriza o trabalho nacional. O resultado é desenvolvimento com justiça social — a base de um país mais igual e sustentável.
Mas nenhuma política dessa envergadura se consolida em poucos anos. A Nova Indústria Brasil é um plano de Estado com metas até 2033. Para que ela se torne realidade e gere resultados duradouros, é essencial garantir a continuidade do projeto iniciado por Lula. Interromper esse ciclo significaria voltar ao passado de desmonte industrial, dependência externa e desemprego em massa.
Reeleger Lula é, portanto, mais do que uma escolha política — é uma decisão estratégica para o futuro do Brasil. É assegurar que o país siga trilhando um caminho de soberania produtiva, crescimento sustentável e inclusão social. Com planejamento, investimento e estabilidade, o Brasil pode transformar seu potencial industrial em prosperidade para todo seu povo
SP out/25
Francisco Chagas é cientista social, vice-presidente do PT paulista
foi vereador e Deputado Federal pelo PT e escreve sobre soberania, desenvolvimento nacional e política industrial


