Edinho: “PCdoB é parceiro histórico na construção do Brasil dos nossos sonhos”

Ricardo Stuckert

presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, marcou presença no 16º Congresso do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) nesta quinta-feira (16), em Brasília, ao lado do presidente Lula e de lideranças petistas. Recebido pela presidenta do PCdoB, Luciana Santos – que deverá ser reeleita no encerramento do congresso no próximo domingo (19) –, Edinho celebrou a longeva parceria entre as legendas e traçou um panorama dos desafios nacionais e internacionais para o próximo período.

Edinho afirmou que a união entre PT e PCdoB transcende interesses eleitorais, solidificada já na primeira campanha presidencial após a redemocratização. “Em 1989, quando o presidente Lula disputou as eleições pela primeira vez, compondo uma frente (PT, PCdB e PSB), apresentou ao Brasil um projeto de país, e essa nossa construção perdura desde então”, celebrou o petista.

“O PCdoB é um parceiro histórico e continuará a ser na jornada de construção do Brasil dos nossos sonhos”, reforçou.

O presidente do PT contextualizou o congresso do PCdoB como um “momento crucial”, não apenas na conjuntura interna, mas também internacional. Referindo-se à crise do capitalismo de 2008 como motor da concentração de renda e do aumento da pobreza no mundo, ele alertou para a emergência de “forças que nós achávamos que o processo civilizatório havia derrotado no pós-Segunda Guerra Mundial”, que hoje “disputam a hegemonia no cenário internacional”.

Edinho citou os recentes ataques do governo Trump à Venezuela, condenando as ameaças de uma ofensiva militar contra o povo venezuelano. “Nós estamos vendo as ofensivas que o Brasil tem sofrido por meio do governo Trump e estamos vendo as ameaças que a América do Sul tem sofrido, que a América Latina tem sofrido. É inaceitável, por exemplo, as ameaças que foram dadas ontem contra o governo da Venezuela, contra o povo venezuelano”, bradou Edinho.

“É inaceitável a execução de cidadãos venezuelanos sem qualquer processo legal que caracterize a atividade criminosa, sem qualquer processo, inclusive do direito ao contraditório. E quando não tem direito ao contraditório, isso se chama execução. Isso é crime internacional”, denunciou o petista.

Derrota final da extrema direita

No cenário doméstico, Edinho Silva exaltou a derrota do fascismo em 2022, o processo de reconstrução nacional encampado pelo governo Lula após as eleições e a contenção da tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. Mas alertou: “Ainda não impusemos a derrota final à extrema direita no Brasil”.

Para ele, a compreensão da importância da reeleição do presidente Lula em 2026 é fundamental. “Significa, sim, a continuidade da reconstrução de políticas públicas e de um projeto de Brasil que seja justo, igualitário”, defendeu.

Bandeiras da esquerda

O petista listou uma série de bandeiras que devem estar no centro da agenda política da esquerda, incluindo um debate nacional sobre concentração de renda, a jornada 6×1, a tarifa zero, a transição energética para um Brasil sustentável e “políticas de segurança pública que rompam com a lógica do autoritarismo”.

Edinho reiterou que a vitória de Lula representa não só a retomada de um projeto de nação, mas também a demonstração de que “no Brasil, o fascismo não tem vez, que a democracia será vitoriosa”. Processo no qual o PCdoB tem papel decisivo.

Da Redação

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