LULA 2026: POR UM BRASIL SOBERANO

PT SP

Superar as barreiras impostas ao país e consolidar um projeto nacional de desenvolvimento é o desafio central de um Brasil que voltou a ter voz própria no mundo
Nos últimos anos, o cenário geopolítico global atravessou uma transformação profunda. O ciclo das políticas protecionistas e unilaterais da era Trump — que impôs tarifas e barreiras contra parceiros estratégicos, inclusive o Brasil — revelou os limites do modelo neoliberal e da dependência econômica em relação ao eixo hegemônico norte-americano. O mundo que emerge hoje é multipolar, diverso e movido por novos centros de poder, nos quais a Ásia, a África e a América Latina reivindicam papel ativo e soberano na construção de uma nova ordem internacional.
A superação das taxas e sanções impostas pelos Estados Unidos foi mais do que uma vitória econômica: representou um marco simbólico da reconstrução da autonomia nacional. Mesmo sob as restrições impostas desde 2018, o Brasil conseguiu expandir seu comércio exterior e fortalecer sua base produtiva. Em 2024, o país registrou exportações de US$ 337 bilhões, um dos maiores valores da história, e atingiu um recorde de 28,8 mil empresas exportadoras, crescimento de 1,1% em relação ao ano anterior.
O agronegócio brasileiro exportou US$ 152,6 bilhões entre janeiro e novembro de 2024 — 5,2% a mais em volume que em 2023 — e a indústria de transformação voltou a ganhar espaço com produtos de maior valor agregado, em especial nas cadeias de energia, biotecnologia e defesa. Mesmo diante das tensões tarifárias, o comércio bilateral Brasil–EUA atingiu US$ 20 bilhões no primeiro trimestre de 2025, o maior valor já registrado para o período. As exportações para os EUA cresceram 9,2% em 2024 e mantiveram alta de 4,2% em 2025, totalizando US$ 23,7 bilhões até julho. Esses resultados confirmam a capacidade do Brasil de sustentar crescimento com base na resiliência produtiva e na diversificação de mercados.
Esses avanços não ocorreram por acaso. Foram fruto de uma estratégia de reconstrução nacional liderada pelo presidente Lula, que recolocou o Brasil no centro do diálogo internacional e recuperou a credibilidade do país como ator global. Sob sua liderança, o Brasil voltou a ser ouvido e respeitado nos fóruns multilaterais, atuando como voz da paz, da justiça social e da cooperação entre os povos.
A política externa ativa e altiva de Lula consolidou o papel do Brasil no BRICS ampliado, reforçou laços com a África e impulsionou a integração latino-americana. Internamente, sua ênfase na democracia, na redução das desigualdades e na reindustrialização verde criou as bases para um modelo de desenvolvimento que combina crescimento econômico com inclusão social.
No plano geopolítico, o Brasil sob Lula reafirma-se como liderança natural da América do Sul e mediador confiável em questões globais — da transição energética à segurança alimentar. Essa diplomacia de paz e cooperação projeta uma potência que defende a soberania, mas também a solidariedade entre as nações.
A soberania, entretanto, é inseparável da democracia. O fortalecimento das instituições, o combate à desinformação, o respeito às liberdades e o investimento em educação pública são dimensões centrais do projeto democrático liderado por Lula. Um país só é independente quando seu povo tem voz e participa das decisões estratégicas.
Por isso, a reeleição do presidente Lula assume papel histórico: ela representa a continuidade de um projeto que combina soberania nacional, democracia viva. Participação ativa e inclusão social. É a garantia de que o Brasil seguirá construindo seu próprio caminho — sem tutelas externas, sem submissão econômica e com compromisso profundo com seu povo e seu território.
Superar as taxas de Trump é, portanto, apenas um marco simbólico de um processo muito maior: o de erguer um Brasil que fala com voz própria no concerto das nações, investe em ciência, tecnologia, inovação, protege sua biodiversidade e defende um mundo multipolar, justo e solidário.
O futuro do Brasil está sendo reescrito. Cabe ao povo brasileiro assegurar, com consciência e participação, que essa trajetória continue — para que o país siga sendo uma potência democrática, soberana e socialmente justa, exemplo de dignidade e esperança em um mundo em transformação.
SP out/2025

Francisco Chagas é cientista social, vice-presidente do PT Paulista, foi Vereador e Deputado Federal pelo PT. Escreve sobre soberania, geopolítica e desenvolvimento nacional

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