Era só o que faltava…, por Charles Gentil

Reprodução

Como é possível que alguém tenha a genialidade de substituir o termo anistia por dosimetria? na expectativa de reduzir a pena atribuída pelo Supremo, àqueles criminosos que anarquizaram a sede dos Três Poderes, sob o comando de Jair Bolsonaro, líder inconteste de uma organização criminosa armada, que visava liquidar a democracia substituindo-a por um regime autoritário objetivando, com isso, eliminar autoridades constituídas, inclusive, o presidente da República.

Era só o que faltava.
Então, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), se solidariza, em plena luz do dia com golpistas, e busca ser justo com autoritários que, foram, no entanto, injustos com a democracia, a ponto de buscarem abolí-la.

Era só o que faltava.
Paulinho da Força força a barra, ao buscar vitimizar aqueles que colocaram a forca no pescoço da democracia e pretendiam empurrá-la do cadafalso para executar suas pretensões antidemocráticas.

Era só o que faltava.
Quem te viu quem te vê. De Paulinho da Força para Paulinho da Forca, defensor de apoiadores da tortura, do pau-de-arara e choques elétricos.É de arrepiar.É estarrecedor. É infame.É um insulto.É mesmo um escárnio e um ultraje revoltante querer proteger tiranos antipatriotas, bandoleiros extremistas, terroristas verde-amarelo e afins, que se locupletaram na missão frustrada de derrubar a democracia.

Era só o que faltava.
Paulinho da Forca ao lado de Aécio Neves e Michel Temer.
Aécio Neves, aquele que tumultuou o Brasil, quando em 2014, derrotado por Dilma Rousseff, na eleição presidencial, questionou a segurança da urna eletrônica.
Michel Temer, aquele que, por meio de um golpe de Estado parlamentar, derruba a presidente Dilma Rousseff, em 2016.
E agora: Paulinho da Forca, quer dar uma gravata, um novo golpe na democracia propondo dosimetria que é, no fundo, perdão, para os criminosos do 8 de Janeiro.

Era só o que faltava.
O autoritarismo cria bizarrices como:

Aécio Temer ou Michel Neves ou ainda Paulinho Michel ou Michel da Força. E até mesmo: Jair Trump ou Donald Bolsonaro. Eles estão todos, juntos, e misturados para infernizar o Brasil.

Era só o faltava
Agora aos que querem escudar os golpistas pretende-se com a tal dosimetria “esquecer” o que está tipificado no Código Penal?
De acordo com o artigo 359-M do CP está tipificafo reclusão de quatro a doze anos para tentativa de golpe de Estado.
Isto quer dizer que: se a pena for de nove anos faltou dosimetria? Se a pena for, então, de onze anos faltou dosimetria? O período de reclusão tipificado não faz distinção se o criminoso era chefe militar ou empresário, dona de casa ou latifundiária, pois, o CP tipifica a gravidade do crime em que este ou aquele esteve envolvido.
Sendo assim, não faltará dosimetria da pena desde que esteja entre o mínimo e o máximo do que está tipificado no Código Penal para o crime em questão.

Desta forma, o argumento da falta de dosimetria da pena é apenas uma versão diferente da narrativa golpista que visa vitimizar os criminosos.

E mais.É uma tentativa negacionista ( outrora negou-se à ciência, agora, pretende-se negar à lei). É, portanto, uma afronta que tem como meta obstruir a aplicação da Justiça e, portanto, tal tentativa deve enquadrar-se em prática criminosa que visa, deliberadamente, embaraçar o uso do Código Penal pelo autoridade competente, a fim de que o Poder Judiciário, possa, então, proteger a democracia e o Estado Democrático de Direito.
Era só o que faltava
Os defensores dos golpistas falam de uma falta de dosimetria que não há.

Era só o que faltava
O senador Flávio Bolsonaro em mais uma de suas bravatas assevera que a “pacificação” do país só virá com uma anistia ampla, ou seja, com um perdão maior que este pleiteado por Paulinho, uma vez que, deve incluir não apenas a redução da pena para alguns golpistas, mas também e, sobretudo, o perdão para o chefe da organização criminosa armada, isto é, seu pai.
Era só o que faltava.

Era só o que faltava.
Agora Flávio Bolsonaro ameaça às instituições brasileiras e o país impondo condições para que haja “pacificação” no Brasil.
Quem Flávio Bolsonaro pensa que é para impor as condições de “pacificação” nacional?

Quer dizer que: se as exigências de seus interesses pessoais não forem atendidas, então, Flávio Bolsonaro se propõe incendiar o país impedindo-o de ser pacificado?

Mas, desde quando Flávio Bolsonaro ou qualquer um, dentro ou fora do território nacional, tem a autoridade para dizer quais são as condições que a Justiça brasileira deve acatar, com o intuito de haver pacificação?
Desde quando, Flávio Bolsonaro ou outro golpista qualquer, acha que pode ameaçar ou intimidar as instituições? sugerindo contendas ou distúrbios se suas exigências golpistas não forem atendidas.
Era só o que faltava

E desde quando pode haver paz sem Justiça? Paz sem aplicação concreta da lei? Paz sem punição exemplar aos golpistas do 8 de Janeiro? Paz com anistia? Perdão.Não seria paz,mas covardia.

Por isso, o PL da Dosimetria deve ser repudiado, não por algum tipo de moralismo ou mera aversão a saídas dialogadas ou mútuos consensos, mas em função de que a aplicação da lei deve ser severa porque a aventura autoritária se tivesse logrado êxito teria reeditado, de forma ainda mais cruel e sanguinária, em sua forma vil e potente, todo o terror apocalíptico verde-oliva de 1964 e, portanto, era só o que faltava, ressuscitado o mal e os maus feitos, em toda extensão e horripilante virulência

Era só o que faltava…

Charles Gentil
Secretário de Finanças do PT do Centro, PED/2025
Ex-presidente do Diretório Zonal PT do Centro, PED/2019

Posts recentes:

Acessar o conteúdo