Movimentos fazem ato em solidariedade ao ambulante oprimido pela PM no centro de SP

Foto: Elineudo Meira

Movimentos sociais realizaram na manhã desta quarta-feira (3) ato em solidariedade ao trabalhador Geová de Oliveira Lima que foi duramente oprimido em uma ação da PM ocorrida no dia 15 de janeiro, no centro de São Paulo.

A manifestação teve concentração na Praça da Sé e percorreu ruas do centro, como a Rua Direita, onde Geová e sua esposa Blanca Ramona Medina Vera tiveram sua mercadoria recolhida e foram duramente oprimidos em ação da Polícia Militar.

Geová conta que estava trabalhando com a sua família, quando se deparou com a fiscalização: “Eles alegam que eu estava o dia todo vendendo, só que eu não estava, estava indo pra casa, quando me abordaram e tentaram ceifar minha vida, por um minuto; não me mataram, mas Deus foi muito bom e todo esse povo aqui veio me ajudar”, afirma ele em referência aos manifestantes presentes.

“Sou um pai de família, trabalhador e não sei fazer outra coisa a não ser trabalhar. Não é fácil ver a pessoa (fiscalização) jogar comida fora em um momento em que as coisas estão muito difíceis. Você vê pessoas comerem lixo na rua, aí você vê os caras (fiscalização) ensacar a comida e jogar fora. Isso é um absurdo”, ressalta Geová.

O presidente do PT centro, Charles Gentil manifestou solidariedade e afirmou estar junto com os ambulantes na jornada da luta pela dignidade. “Esse governo (Bruno Covas – PSDB) que é conivente e fecha os olhos para essa esculhambação contra o trabalhador, é o mesmo que se deu o luxo de tirar o vale transporte dos idosos e aumentar o seu próprio salário”, disse ele, ao lembrar da retirada da gratuidade para idosos entre 60 e 64 anos de idade e do aumento de 45% dos salários dos chefes do executivo.

Para o presidente do diretório municipal Laércio Ribeiro, que também esteve presente no ato: “É inadmissível o que faz os governos neoliberais da direita neste país, sem auxílio emergencial, sem cuidar do nosso povo, sem cuidar efetivamente da pandemia para garantir vacina para todas e todos”, aponta ele.

Também estiveram presente no ato organizado pelo Fórum dos Ambulantes – Frente de Luta por Moradia – FLM, PT centro – Associação Jaciara/ Sodevibra, Sinpesp / Cooperativa de Ambulantes / Conen – CMP, Unicab, Guerreiros – Conselho Municipal Lula Livre, lideranças do movimento de moradia Gege, Carmem Silva e Renata Scaquetti, do setorial sindical do PT São Paulo e partidos políticos de esquerda.

Diane Costa / PT São Paulo

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